domingo, 31 de julho de 2011

Dizimo–Obrigação à Deus?

 

A torta de Deus.

Existem algumas práticas do judaísmo, que foram tiradas de elementos da cultura da época e separada ou adaptada para uso judaico e, portanto, bem anteriores a lei de Moisés. A pascoa, que era uma festa entre os pastores nômades que comemoravam a entrada da primavera, e Deus descreveu o sacrifício do cordeiro e tornou uma festa particular - a páscoa do Senhor (Gn 12:11 ). Outra prática anterior a lei de Moisés está a prática de dizimar a uma autoridade representante da divindade. E Deus descreveu as regras, os objetivos e o uso dos dízimos na lei para o povo de Israel. Nesta postagem pretende-se fazer uma reflexão sobre uma destas práticas, o dízimo.

Discordo de quem afirma que o dízimo não pode ser dado para quem vive sobre a graça de Jesus. O cristão hoje é livre, se ele quiser dizimar o faz de por gratidão e não por obediência a lei. No Antigo testamento havia uma obrigatoriedade para com a lei, hoje há uma voluntariedade como era na era anterior a lei.

A prática de dizimar é bem mais antiga que a própria Lei. Em Gênesis 14.18-20: Abraão deu o dízimo dos despojos da guerra ao Rei Melquisedeque, sacerdote do Deus altíssimo. Isto aconteceu aproximadamente quinhentos anos antes da promulgação da lei ao povo hebreu. Jacó ao fugir de Esau, fez um voto ao Senhor, pedindo proteção e benção em sua viagem, dizendo que ao voltar daria ao Senhor o dízimo de tudo quanto tivesse ganhado. (Gn 28.20-22). Em ambos os acontecimentos, não havia uma lei que ordenava a Abraão ou a Jacó a darem o dízimo. Eles fizeram voluntariamente. Abraão por gratidão a Deus, pois sabia que o Senhor estava no controle de tudo e sua vitória foi concedida por Ele. Jacó em retribuição as bênçãos recebidas. Não há relatos que Isaque, José ou seus irmãos dizimaram a alguém.

Pe. Fabio de Melo explica o dizimo na Igreja Católica.
Apesar dos líderes (pastores, bispos, apóstolos, patriarcas, etc...) citarem excessivamente o antigo testamento para defender a obrigatoriedade do dízimo, mesmo se dizendo levitas, não estão dispostos a pagar o preço de ser levita. Pois os levitas não podiam ter posses ou herança. “Disse também o Senhor a Arão: Na sua terra, herança nenhuma terás e, no meio deles, nenhuma porção terás. Eu sou a tua porção e a tua herança no meio dos filhos de Israel.” (Nm 18.20). Os Dízimos hoje são cobrados para os líderes manterem a pompa. Carros de luxo, coberturas, prédios suntuosos etc... O Dízimo na lei de Moisés era destinado a prover as necessidades básicas dos levitas. ”Aos filhos de Levi dei todos os dízimos em Israel por herança, pelo serviço que prestam, serviço da tenda da congregação. E nunca mais os filhos de Israel se chegarão à tenda da congregação, para que não levem sobre si o pecado e morram. Mas os levitas farão o serviço da tenda da congregação e responderão por suas faltas; estatuto perpétuo é este para todas as vossas gerações. E não terão eles nenhuma herança no meio dos filhos de Israel. Porque os dízimos dos filhos de Israel, que apresentam ao Senhor em oferta, dei-os por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel, nenhuma herança tereis.” (Nm 18.21-25) Veja também II Cr 31.13-19

Os dízimos também tinha como finalidade a beneficência aos estrangeiros, órfãos e as viúvas. “Então, virão o levita (pois não tem parte nem herança contigo), o estrangeiro, o órfão e a viúva que estão dentro da tua cidade, e comerão, e se fartarão, para que o Senhor, teu Deus, te abençoe em todas as obras que as tuas mãos fizerem.” (Dt 14.29). Atualmente as “igrejas“ fazem o culto do quilo (cada membro traz um quilo de algum alimento), ou arrecadam alimentos na comunidade para fazer cestas básicas para darem aos mais necessitados da congregação. Tocar no dízimo para este fim é fora de cogitação, mesmo sendo bíblico.

Atualmente os dízimos estão sendo direcionados para os proprietários das denominações, ou para a oligarquia religiosa que as comandam. Portanto os dízimos no antigo testamento estavam destinados a suprirem os levitas, não eram usados para construção do tabernáculo ou do templo. O dízimo não era dinheiro, nem ouro e nem prata. Lendo Dt 14.24-27, isso fica bem claro.

Hoje vivemos na dispensação da graça, houve mudança na ordem sacerdotal e da lei. Na epístola aos hebreus, a palavra assevera que a lei de recolher o dízimo do povo foram dada aos sacerdotes filho de Levi e que este sacerdócio tem uma ordem. “Ora, os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm mandamento de recolher, de acordo com a lei, os dízimos do povo, ou seja, dos seus irmãos, embora tenham estes descendido de Abraão.”(Hb 7.5)

7Evidentemente, é fora de qualquer dúvida que o inferior é abençoado pelo superior. 8Aliás, aqui são homens mortais os que recebem dízimos, porém ali, aquele de quem se testifica que vive. 9E, por assim dizer, também Levi, que recebe dízimos, pagou-os na pessoa de Abraão. 10Porque aquele ainda não tinha sido gerado por seu pai, quando Melquisedeque saiu ao encontro deste11Se, portanto, a perfeição houvera sido mediante o sacerdócio levítico (pois nele baseado o povo recebeu a lei), que necessidade haveria ainda de que se levantasse outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão? 12Pois, quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei.. “(Hb 7.7-12)

O texto acima deixa claro que os sacerdotes Levíticos recebiam os dízimos segundo a lei (v 5), Porque através deles (sacerdotes Levíticos) o povo recebeu a lei (v 7) e mudando-se o sacerdócio, a lei precisa também ser mudada (v.12). Deus enviou outro sacerdote porque o sacerdócio levítico não era perfeito (v11). Toda a lei de Moisés foi abolida por Jesus, inclusive o dízimo. Os líderes religiosos atuais não são da ordem levítica, e as regras para o dízimo fora direcionada especificamente aos filhos de Levi, aos que receberam o sacerdócio do Senhor Deus. E Jesus afirmou que a lei e os profetas duraram até João (Lucas 16.16). Mudou o sacerdócio e a lei, inclusive a obrigatoriedade do dízimo.

Além do texto de hebreus, existem mais duas referências ao dízimo no novo testamento. Vejamos: Em (Mt 23.23 e Lc 11.42) Jesus censurou os escribas e fariseus, dizendo-lhes: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas! 24Guias cegos, que coais o mosquito e engolis o camelo!

Esta é a única passagem no novo testamento que os defensores da obrigatoriedade do dízimo usam em defesa de sua teoria. Mas Jesus está afirmando que a justiça, a bondade e a honestidade são mais importantes que o dizimar. Afirmam que embora dizendo que o dízimo é menos importante que a justiça, a misericórdia e a fé, ele recomendou a manutenção dessa ordenança da lei, dizendo: “devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!”. A razão de Jesus ter afirmado isso é que naquele momento Ele estava cumprindo a lei. O fim da lei é Cristo (Rm. 10:4). Portanto, Jesus ainda não tinha sido crucificado. A nova dispensação não se iniciou com o Seu nascimento, mas na Sua morte (Gl 3.22-25 e 4.4, 5). O sinal foi o véu do templo rasgado de alto a baixo. Naquele momento toda a ordenança da lei de Moises foi encerrada, iniciado a nova aliança pelo Seu sacrifício.

Jesus disse: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra.”( Mt 5.17 e 18). E Jesus cumpriu a todo o cerimonial da lei conforme (Lc 2.22-39). O apóstolo Paulo afirma que se a justiça provem da lei,  segue-se que Cristo morreu em vão (Gl 2.21).

Jesus disse: “Se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos  céus.” (Mt 5.20). Foi exatamente para os escribas e fariseus que Jesus ordenou que cumprissem a lei de Moisés, a qual ordenava o dízimo. (Mt 23:23) Na nova aliança não precisamos voltar a ritual da lei Mosaica, não somos judaizantes ou uma seíta do judaísmo, não somos remendo novo em pano velho. O cristianismo é vinho novo e não pode se colocado em odres velhos..

O mais interessante é que atualmente quando as instituições que usam esta passagem como base para defender a obrigatoriedade dos dízimos vão escolher seus líderes, eles consideram o primeiro critério ser dizimista. E se o dízimo for alto ai então não precisa nem provar ser honesto e justo.

Silas Malafaia defendendo o dizimo…

A Outra passagem neotestamentária que se refere a dízimo está na parábola do fariseu e do publicano (Lc 18.9-14), ”Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado”.

Jesus colocou outra vez o dízimo, e outros rituais da lei como coisa menos importante. Suplicar a misericórdia do Senhor é superior a ser dizimista fiel. Quanta semelhança com os nossos dias em que o dízimo esta se transformando em instrumento de troca com Deus! Colocam até Deus na parede exigindo a benção em troca dos dízimos dado. O apóstolo Pedro adverte sobre este nosso tempo em II Pedro 2.1-4.

Trízimo do Apóstolo Valdomiro

Em algumas instituições religiosas é vetado ao líder dizimar no local onde administra. Porque o líder não pode administrar seu próprio dízimo. Vejamos o texto: “Quando o caminho te for comprido demais, que os não possas levar, por estar longe de ti o lugar que o Senhor, teu Deus, escolher para ali pôr o seu nome, quando o Senhor, teu Deus, te tiver abençoado, então, vende-os, e leva o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que o Senhor, teu Deus, escolher. Esse dinheiro, dá-lo-ás por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, ou ovelhas, ou vinho, ou bebida forte, ou qualquer coisa que te pedir a tua alma; come-o ali perante o Senhor, teu Deus, e te alegrarás, tu e a tua casa; porém não desampararás o levita que está dentro da tua cidade, pois não tem parte nem herança contigo..”  (Dt 14.24-27).

Trízimo dos Desempregados?
Impossibilitado de dar o dízimo, O Senhor instruiu, que o seu dízimo deveria ser vendido, e o dinheiro colado na tua mão, (não na mão do levita, nem do pastor) e comprar o que tua alma desejar, no local onde o Senhor escolher para ali por o seu nome. Aqui está um caso em que o Senhor ordena a administrar seu dízimo. Além de não desamparar o homem de Deus que está na tua cidade.

Não estamos mais debaixo da obrigatoriedade da lei, e não também devemos nos submeter a escravidão institucional. Se você conhece um obreiro, e sabe que ele é homem de Deus, e o Espírito de Deus te tocar, você pode dar tua oferta, dízimo ou contribuição para salário dele. Como Abraão dizimou a Melquisedeque no período anterior a lei. Isso é melhor do que você dar dinheiro para uma “igreja” que está contribuindo para outro cristianismo, um pseudo cristianismo que defende o aborto como planejamento familiar e usa seu dízimo para comprar rádio ou televisão a serviço do anticristianismo.

Dizimo na Igreja Universal do reino de deus.

Você quer contribuir para o reino de Deus ou reino do Diabo?. Os lobos devoradores afirmam que não se deve procurar saber o que estão fazendo com os dízimos. O dever do mebro é dar, o deles e administrar. “Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos “(Ap 18.4)

As instituições religiosas de hoje ensinam: a usar o dízimo como instrumento de barganha; como fundo de investimento da fé; como intermediário entre a benção e Deus, ou como porção repelente do devorador. Não tendo base bíblica no novo testamento apelam para o antigo testamento, um dos textos mais usados é Malaquias 3:10. No entanto se meditarmos nos livros de II Cr 31.5-12 e Ne 12.44-47 vamos encontrar a resposta porque Deus mandou Malaquias levar o dízimo a casa do tesouro. Lá você encontra que tipo de mantimentos são esses. Em Atos dos apóstolos 7.48 e 17.24 a Palavra afirma que Deus não habita em templos feitos por mãos de homens. Quando Jesus ordenou os discípulos a pregar, ele falou:” Nada leveis para o caminho: nem bordão, nem alforje, nem pão, nem dinheiro; nem deveis ter duas túnicas”( Lc 9:3)

Os dízimos não são obrigatórios na graça, mas quem quer usar a lei para o tornar obrigatório também tem cumprir o que a lei determina. Se alguém quiser dizimar hoje, o faz por adoração a Deus. Voluntariamente, sem pressão institucional como era anterior a lei.

"Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam" (Sl 24.1). Você é apenas um mordomo, tudo é do Senhor e não apenas 10%. Deus requer muito mais que o dízimo, Ele quer sua vida, suas atitudes.

Caio Fabio explica sobre o dizimo

Como participantes de uma alian­ça superior, temos sido contemplados com maiores bênçãos. O crente na atual dispensação é levado a contribuir constran­gido pela lei do amor e da gratidão, por estar recebendo maiores bênçãos de Deus (SI 103.1,2). E independente de dízimos, no novo testamento encontramos base para contribuir para o sustento renumerado de obreiros que dão tempo integral à obra de Deus. Sem o profissionalismo religioso. Vejam-se os exemplos: Paulo recebeu salário de determinadas igrejas para servir aos crentes em Corinto (2 Co 11.8); O pastor que emprega tempo integral na assistência à igreja é digno do seu salário (1 Tm 5.18); Paulo ensinou à igreja de Corinto a sustentar os pregadores do Evangelho (1 Co 9.4-14); Timóteo foi advertido por Paulo a não cuidar dos negócios seculares para se sustentar (2 Tm 2.4); Pedro disse que a única ocupação dele e de seus companheiros de ministério era a oração e a pregação (At 6.4); Os apóstolos de Jesus viviam das ofertas que recebiam. Em João 12.6 lemos que existia uma bolsa onde eram depositadas as contribuições para o sustento dos discípulos, e Judas fazia as com­pras com o dinheiro aí depositado (Jo 13.29).

O dízimo é bíblico e está na lei. Mas também  é bíblico: “A circuncisão (Gn 17.23 a 27);  o sacrifício de animais. (Lv  6.8-13); o apedrejar  adúlteros (Lv 20.10 e Dt 22.22); a guarda do sábado (Lv 23.3) e outros preceitos. É bíblico, mas para quem vivia sob a lei. Você cumpre todas estas ordenanças na graça? Porque só os dízimos? Pense nisso.

Marcos Avelino (Comunidade Actos).

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Quão ingênuo nós somos…

 

Prazer, eu sou o pecado!

 

Quão ingênuo nós somos!
Quão cheios da verdade pensamos ser...
E o que na verdade somos?
O que buscamos?
E agora te pergunto...
Quão ingênuo nós somos?
Quantas diversões e bobagens nos entregamos...
Será que tudo isso vale\valeu a pena?
Até quando você continuará nesta sua indecisão?
Vai continuar buscando no pecado a busca para sua realização?
Quão ingênuo você é \ Quão ingênuo nós somos….

Pecado da Sexualidade por Pr. Jonh Piper e Pr. Wanderson da Silva...




“... prometi que não iria ceder a pornografia mas não resisti... tentei ao máximo, mas algo mais forte me derrubou não aguentei e e vi videos pornograficos...” “Eu prometi não masturbar mais contudo não aguento toda vez que estou sozinho eu não me controlo...” “ Passei muito tempo sem sexo e agora cai de novo”... “Mas uma vez me pego pensando em sexo com homem... em adultério... não resisto ao bate papo sexual...”


Situações reais como estas fazem parte da triste verdade vivida por muitos cristãos fiéis que lutam contra os pecados sexuais. Pessoas que embora pagam o preço para a libertação de tais vicios e pecados se encontram as vezes sem forças e desesperadas ao se depararem com aquilo que elas haviam pensado ja haver dominado ou superado.


E então? O que fazer quando recaimos e voltamos ao pecado do qual ja haviamos prometido que não o fariamos mais?


Amados, a principal coisa que devemos entender é que enquanto estivermos nesse corpo de carne estaremos sujeitos aos desejos e impulsos da natureza humana. O que quer dizer isto? Que Deus sabe que teriamos lutas e conflitos e ele entende que somos feitos de pó (salmo 103:14). Quero dizer que enquanto estivermos vivos seremos tentados a cometer exatamente aquilo ao que nos opomos, a carne tem seus próprios desejos e tais desejos sempre se opõem ao desejo do Espirito.


Sabendo Deus de que somos pó (carne) e que falhariamos mesmo com nossas melhores intenções e busca pela santidade Ele disse: "Os passos de um homem bom são confirmados pelo SENHOR, e deleita-se no seu caminho. Ainda que caia, não ficará prostrado, pois o SENHOR o sustém com a sua mão." Salmos 34:23-24
"Porque sete vezes cairá o justo, e se levantará; mas os ímpios tropeçarão no mal." Provérbios 24:16


“... Porque sete vezes cairá o justo, e se levantará...” 


Você é justo meu amado(a), perfeito não, mas justo sim em Cristo Jesus, Ele é o que nos justifica diante de Deus (Rom. 3:23-26). Sendo assim está palavra se aplica a você quando a ler. Mas este versiculo diz o seguinte: Você poderá cair sete vezes (o número 7 representa na biblia a plenitude, ou seja a quantidade que de vezes que for e não somente 7 em si), ... se você cair 7 vezes –qualquer número de vezes – o Senhor ainda o levantará. Alegre-se, pois ainda há perdão para os seus pecados e falhas. SALVO O PECADO DE MORTE QUE É A REJEIÇAO CONSCIENTEMENTE E PLENAMENTE DE JESUS – PARA O PECADO DE MORTE OU BLASFEMIA CONTRA O ESPIRITO SANTO (NEGANDO A DEUS CONSCIENTEMENTE DEPOIS DE HAVER CONHECIDO DOS PODERES CELESTIAIS) ai então é impossivel ser restaurado (Hebreus 6;10). 


Há muitas pessos presas e caidas na escuridão do pecado por haver pensado que abusaram da graça e que não há mais perdão para ele e seus pecados. Por isso mencionei acima sobre o pecado de morte. Outros estão presos pelo o seguinte versículo: "Quem comete o pecado (tradução correta = AQUELE QUE VIVE NA PRÁTICA DO PECADO) é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo. Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado (QUER DIZER = NÃO VIVE NA PRÁTICA DO PECADO); porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus." 1 JOÃO 3:8-9 


Aquele que tem prazer no pecado e peca todo dia sem sensação de estar falhando a Deus ainda não tem salvação nele... mas não é o seu caso. Nós pecamos, mas não vivemos na prática assumida do pecado, ISSO FAZ TODA A DIFERENÇA. A TRADUÇÃO CORRETA DESTE VERSICULO NO GREGO SE REFERE AOS QUE VIVEM NA PRÁTICA CONSTANTE DO PECADO. Sendo assim se você esta lutando contra o pecado embora falhando de tempo em tempo, você ainda pode e deverá ser restaurando ainda hj em nome de Jesus.


É normal a luta na área sexual para todo ser humano, indiferente da raça, religião, e classe social. No meio evangélico isto não é diferente, afinal a igreja de Cristo, nada mais é que um novo exército SAIDO DO MUNDO, COM SEUS DEFEITOS, PECADOS E PROBLEMAS, que agora pela graça de Deus está passando por um processo de transformação. Sendo assim, saiba disto: Nessa sua luta contra o pecado sexual você não está sozinho. Embora são poucos os que admitem passar por problemas nessa área, A REALIDADE, é que 99% dos evangélicos por mais ungido que sejam se não segurar a onda voltam ao pecado do qual tanto prega e luta em contra. ISTO É UM FATO.


A idéia que se transmite nos púlpitos é que o crente não sofre tais problemas, mas a dura realidade é que do porteiro e faxineiro da igreja até o mais alto escalão do ministério, todos, sem excessão passaram ou passam por conflitos emocionais e sexuais – porém a mascará impede-nos de vê-los como homens e mulheres normais, que como muitos, eles também precisam de ajuda enquanto sofrem calados. 
Por que estou falando disto? Por que a acusação em sua mente sobre sua recaida se torna pior quando você pensa que é o único a falhar a Deus com este tipo de pecado, mas a verdade é que não há um sequer que não tenha sofrido uma recaida em um tempo ou em outro no que se trata de pecado, tentações ou vício sexual. 


Seja esta recaida discreta e fraca para uns ou forte para outros, todos que lutaram desde a mocidade contra impulsos e vicios sexuais em um tempo ou em outro descobriram que não eram crentes super heróis. É Por isso dependemos da cruz...!


VOCÊ NÃO ESTA SOZINHO(a) NESTA LUTA. VOCÊ PODER ATÉ HAVER PERDIDO UMA LUTA MAS VOCÊ AINDA NÃO PERDEU A BATALHA... E AGORA É A SUA HORA DE RESSURGIR E LEVANTAR-SE DAS CINZAS POIS A OBRA QUE DEUS COMEÇOU EM TI ELE É FIEL PARA TERMINAR...


Veja o que diz a palavra:
“Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;” Filipenses 1:6


Isso quer dizer amado(a) que você é uma obra em progresso... em constante progresso nas mãos de Deus. O Senhor ainda está trabalhando em nossas vidas e enquanto não descermos à sepultura o Senhor ainda estará moldando nosso caráter, nossas emoções e sentimentos e purificando nossos desejos segundo o poder de Seu Espírito que opera em nós – ressaltando que este processo de transformação ocorre nas vidas daqueles que realmente estão vivendo para Deus em busca de uma vida consagrada, mas que por ainda ser homem na carne falham a Deus. 


Se você tem compromisso com Deus e tem evitado a vida de pecado, porém de tempo em tempo falha a Deus ou recai naquilo que disse que não faria mais, levante sua cabeça pois de acordo com Filipenses 1:6 Deus ainda está trabalhando em sua vida.
O diabo é o acusador da igreja. Ele usa de nosso pecado para nos condenar na area onde falhamos ou somos fracos. Contudo aqui está o segredo se você tiver falhado a Deus em algo, seja qual for a área de seu pecado:


>> PRIMEIRO PASSO PARA LEVANTAR-SE DA CAIDA E CONDENAÇÃO ESPIRITUAL


** CREIA NA PALAVRA DE DEUS E NO QUE ELE LHE DIZ HOJE:


Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.
Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.
Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. 1 JOÃO 1:8 – 2:1


O primeiro passo a tomar é entender o sacrificio de Cristo por nossos pecados. O diabo toma proveito da fraca consciência cristã para sobrecarregá-los de uma culpa da qual muitas vezes não provém da convicção do Espirito Santo ao pecado, mas sim da própria mente que é incapaz de entender o que disse a palavra acima.


Amado(a), se você caiu ou falhou ao Senhor uma, duas, três ou inúmeras vezes, mas tem lutado para evitar ao máximo isto então você não esta abusando da graça de Deus. E se você não está abusando da graça de Deus, os versiculos citados acima são exatamente para você, na verdade para todos aqueles que creêm no poder da cruz. 


Sei que você falhou... quantas vezes eu também falhei tentando e dizendo que não iria fazer mais. Contudo a diferença está em que eu não me deixo ser condenado pelo diabo, e você tampouco deveria aceitar isto. Pois de acordo com a palavra acima Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. Eu creio nesta palavra... se ele é fiel e justo para perdoar quando nós confessamos nossos pecados então quem é o inimigo para nos acusar...


Os pecados mais difíceis de serem abandonados são os pecados sexuais. A masturbação por exemplo é algo vivido e experimentado por muitos jovens na adolescência e muitos desse problemas se extendem-se à vida adulta de casados. A pornografia e o sexo virtual também, o sexo antes do casamento e outros... enfim é uma luta constante para o crente conter os desejos e impulsos sexuais. E Deus ja sabendo desta luta proveu na cruz o sacrificio de Jesus, que PELA GRAÇA nos perdoa e restaura naquilo que não conseguimos manter em nossa propria força.


Sendo assim somente se qualifica para falar do teu problema alguém que ja tenha passado a mesma luta. Não aceite ninguém que não tenha passado pela mesma luta chegar para te deixar sentindo-se mais inferior por haver falhado a Deus, e muito menos permita ao diabo usar sua mente para te acusar daquilo que Deus ja lhe perdoou.


Falhamos sim!!! Podemos haver perdido uma luta.. mas a batalha ainda será vencida... é dessa forma que se deve pensar e agir pois fiel é Deus para perdoar todo pecado que confessamos. E la em 1 João 2:1 expressamente fala Que Jesus é nosso advogado quando falhamos.. Ele intercede por nós e lembra a Deus pai que Ele ja pagou o preço por nossas vidas... e imediatamente o sangue de Jesus mais uma vez entra em ação nos limpando de tais pecados e nossas vidas mais uma vez estão retas diante de Deus, pelo poder do sangue e da graça depositada na Cruz. SE VOCÊ JÁ CONFESSOU SEU PECADO ENTÃO AGORA CREIA NO PERDÃO...


Tem gente que acredita em tudo, porém quando se trata de crer que Deus as perdoou elas tem um grande problema de aceitar isto e continuam a crer que necessitam confessar o mesmo pecado todo dia. NÃO AMADOS(AS) , SE VOCÊ CONFESSOU, CREIA NO PERDÃO, LEVANTE SUA CABEÇA E PASSE ADIANTE, VOCÊ, DIANTE DE DEUS JA SE ENCONTRA RESTAURADO PELO PODER DA CRUZ.


OS SEUS PECADOS E CAÍDAS (que deveriam ser chamado de fraquezas) NÃO TOMARAM A DEUS DE SURPRESA, POR ISSO ELE DE ANTE-MÃO JÁ HAVIA DERRAMADO O SANGUE DE SEU FILHO NA CRUZ... LÁ NA CRUZ, DEUS VIA NO FUTURO, HOJE... SUA VIDA, QUE NECESSITARIA DAQUELE SANGUE DERRAMADO PARA LHE RECONCILIAR COM ELE. TODOS OS TEUS PECADOS.. PASSADO, PRESENTE E FUTURO SÃO VISTOS ATRAVÉS DA CRUZ , DO SACRIFICIO DE CRISTO.


Não importa quantas vezes você caiu com a masturbação, pornografia, sexo virtual, e outros tipos de pecados sexuais e não-sexuais... AINDA HÁ PERDÃO E GRAÇA PARA TE RESTAURAR...


CONFESSAR A DEUS OU AOS HOMENS?!?


Segundo a palavra que lemos você deve confessar seus pecados a Deus e não a homens... So Deus pode perdoar os pecados. Há umas igrejas por ai que pegam um versiculo isolado de Tiago 5:16 onde diz para confessarmos nossos pecados uns aos outros e faz dele uma doutrina dizendo à congregação que eles devem confessar seus pecados ao pastor ou ao concilio. Mas deixa eu te esclarecer este versiculo:


Quando Tiago 5:16 diz para confessarmos nossos pecados ou faltas uns aos outros a intenção de Deus é que quando nos abrimos com alguém sobre algo que passamos, compartiremos nosso peso com tal pessoa e esta poderá nos ajudar em oração. Sendo assim você comparte seu problema com alguém ou com o pastor local se desejar –NÃO É UM MANDAMENTO- e melhor lhe digo, tem coisa que você não deveria contar ao homem, somente a Deus, pois além deles não poderem lhe perdoar são poucos os esclarecidos em temas sexuais para lhe dar uma boa ajuda biblica sem lhe condenar. 


CONCLUSÃO...


Não importa se você falhou ou errou de novo... uma e outra vez... o importante é que você não se entregou ao pecado. O problema não é cair.. o problema é ficar caido. Você e eu somos guerreiros.. que embora falhamos não largamos a Jesus pois entendemos que Ele ainda está trabalhando em nós. 
E não deixe de fazer as coisas para a igreja ou ministério devido a auto-condenação.. peça perdão, creia no perdão, levante sua cabeça e creia que pela graça você esta limpo diante de Deus.
A verdade é que mesmo quando ainda estávamos mortos em nossos pecados, Deus por meio da graça em Cristo nos ressuscitou de entre os mortos para viver com Ele em Cristo Jesus. Dependa de Cristo e não de suas forças e Ele em seu tempo limpará toda mancha de pecado em sua vida. Um passo a cada dia, seja paciente contigo mesmo pois Deus não tem pressa... Leia e medite em Efésios capitulo 1 e 2.


Pr. Wanderson da Silva - ASSEMBLEIA DE DEUS MADUREIRA / GALERIA DE LA FE INTER-DENOMINACIONAL.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

REFLEXÃO NO AMOR DE DEUS

 

Nivea Soares – Sobre as Águas

Amados,

Quando Jesus caminhou para o local que iria ser crucificado, Ele carregou a nossa cruz.

Mas no meio do caminho, Deus Pai, concedeu a Jesus um momento de alivio, um momento de refrigério escolhendo um homem para ajuda-Lo com a cruz.

Quando Deus escolhe alguém, Ele escolhe este alguém para ser participante da Sua glória, mas não antes de ser um participante da Sua cruz.

A Bíblia nos mostra que ninguém se ofereceu para carregar a cruz de Jesus...

Ninguém....

Talvez paralisados pelo o medo....

O medo dos romanos...

Medo do povo...

Ou até mesmo o medo da dor...

Mas Deus em Sua soberania e graça escolheu aquele homem...

E hoje, Ele ainda continua a escolher...

Hoje, o Deus que não muda continua a escolher homens e mulheres para cumprirem os Seus chamados...

Ele escolheu a mim...

E...

E, certamente escolheu a você...

Deus te escolheu para ser um participante da Sua glória...

Deus te escolheu para ser um participante da Sua honra...

Da Sua Força...

Eternidade...

Porém, tudo isso através da Cruz...

Eu te convido a voltarmos no tempo, e voltando no tempo, relembremos o dia da crucificação do Senhor.

Veja...

Reflita...

Quem carregará com Jesus aquela cruz?

Quem caminhará com Jesus aquele caminho?

Quem seguirá?

Quem ouvirá?

Onde estão aqueles que O amam?

Vamos depressa voltarmos aos braços de Jesus, pois Ele te escolheu e te ama.

Ele não morreu simplesmente por morrer, Ele morreu por você, por mim, pelas nossas frustações, pelo nosso fracasso...

Mas a Boa Nova é que Ele vive e que nEle somo vencedores....

Pensem amigos, e que Deus estejam com vocês sempre.

UM TEMPO EM NOSSO TEMPO

 

No sétimo dia Deus já havia concluído a obra que realizara, e neste ele descansou (Gen 2:2), com esse simples gesto Deus, o incansável (Is.40:28) nos deixou um ensinamento sobre nossas limitações físicas (Lv. 23.3), para que não sejamos envergonhado por nossas atitudes estressantes. (1 Co 10:32).

 

André Valadão - O Stress (Via Youtube)

O stress pode ser curado pelo simples meditar na Palavra de Deus (Sl. 119:165), ou em momentos a sós com o Senhor em oração (Mt 6:6; Mt 14:23). Nosso Deus renova as nossas forças e restaura o nosso vigor físico e espiritual (Rm 8:26; 2 Co 12:16) é necessário buscar renovação em Deus (2 Co 4:16).

De um tempo pra sua mente, um tempo pra sua alma, um tempo pra você e um tempo pra Deus. Pois Ele que renovará sempre que você dê esse tempo pra Ele (Mt. 11:28).

terça-feira, 30 de março de 2010

A Páscoa no meio cristão.

Páscoa! Festa de ressurreição de Jesus!

Como que por unanimidade, muitos fazem essa declaração...

Infelizmente poucos sabem a verdadeira origem dessa festa. Pois, nem é preciso dizer que por parte dos incrédulos, a ignorância os fazem pensar que a Páscoa é a comemoração da ressurreição do Senhor. É uma ignorância alimentada pela tradição.

Mas que dirão daqueles que crêem no Senhor Jesus Cristo, no sangue precioso que Ele derramou na cruz pelos nossos pecados, e que, portanto se entregaram as suas vidas à Ele?

São a esses a quem este trabalho se destina.

A ORIGEM...

Se fôssemos ver a origem da páscoa, isto é, a verdadeira páscoa, que é bíblica, ela se encontra no livro de Êxodo, capítulo 12, onde o Senhor declara uma série de ordenanças ao seu povo, Israel, para ser lembrada à posteridade, e cumprida. Isto é, a páscoa foi instituída por Deus para Israel. E o significado desta festa se encontra no versículo 12, onde se diz o seguinte:

"Porque naquela noite passarei pela terra do Egito, e ferirei todos os primogênitos na terra do Egito, tanto dos homens como dos animais; e sobre todos os deuses do Egito executarei juízos; eu sou o Senhor".

Tem-se aí portanto, o motivo da páscoa: A morte dos primogênitos dos egípcios, e a execução do juízo de Deus sobre todos os deuses egípcios. E em outras passagens, são reforçadas o sentido da Páscoa:

"Quando, pois, tiverdes entrado na terra que o Senhor vos dará, como tem prometido, guardareis este culto. E quando vossos filhos vos perguntarem:
Que quereis dizer com este culto?

Respondereis: Este é o sacrifício da páscoa do Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriram os Egípcios, e livrou as nossas casas." (Êxodo 12:26,27).

O significado da páscoa também é a da libertação do jugo dos egípcios (Êxodo 12:42): "Esta é uma noite que se deve guardar ao Senhor, porque os tirou da terra do Egito...". Como se vê, o seu significado é bem diverso daquele que o mundo vê: a ressurreição do Senhor Jesus; pois, não existem bases sólidas para tal argumento, visto que a ressurreição foi uma conseqüência da perfeição do Senhor Jesus, uma vez que ele não cometeu nenhum pecado, portanto, não poderia permanecer morto. E também, a garantia da Sua vitória sobre a Morte, fazendo valer assim a Sua promessa de vida eterna, a plena, para todos aqueles que creram e se entregaram a Ele. Mas em nenhuma parte das Escrituras diz que a páscoa é a comemoração da ressurreição do Senhor; nem no Velho, quanto mais no Novo Testamento.

Portanto, ao se tratar de definir um sentido diferente daquilo que Deus estabeleceu para uma festa por Ele ordenado, é o mesmo que estivesse torcendo e distorcendo a Sua Palavra. Sejam quais os motivos apresentados.

E uma das evidências dessa distorção é pelo fato de que a páscoa católica - hoje oficialmente adotada no mundo, inclusive no meio evangélico - jamais deva coincidir com a páscoa judaica. No entanto, isso nem sempre acontece, pois: "O Concílio Eclesiástico de Nicéia (325) reajustou o calendário numa tentativa de evitar a coincidência da Páscoa com o Pessach," (a páscoa judaica)..."o que entretanto vez por outra ainda ocorria" (1). Se apelou inclusive, ao matemático Gauss, para estabelecer uma fórmula simples e prática no cálculo da data da páscoa, visto que todas as festas móveis católicas, dependiam do dia da páscoa (2).

A razão de tudo isso é pelo fato de que o calendário hebraico é lunar, isto é, baseado no ciclo da Lua; enquanto que o calendário dos católicos - o gregoriano - é solar. Trazendo assim complicações no estabelecimento de datas, visto que a páscoa judaica "moveria" dentro do calendário gregoriano, podendo coincidir dessa forma, com a páscoa dos católicos. Principalmente levando em conta de que a páscoa judaica duraria uma semana, tornando mais fácil essa coincidência. E é o que eles não querem. Pois, senão, de outra forma, não teria justificativa, visto que é mais fácil adotar a páscoa dos judeus. Isto é, aparentemente fizeram a questão de não seguir os preceitos bíblicos da páscoa, pois, teriam de respeitar rigorosamente a data, e o motivo da comemoração (e que é bem diferente a da tradição católica, onde a páscoa é a ressurreição, e não a morte do Cordeiro, nem tão pouco era considerado a saída do Egito).

Outra coisa a ser considerada é de que a igreja católica, permitiu a matança dos judeus, nas festas das páscoas, sob uma falsa acusação de que estes usavam o sangue das crianças "cristãs" para a confecção dos pães ázimos (3).

Os pães ázimos - isto é, pães sem fermentos - fazem parte do preceito bíblico para a comemoração da verdadeira páscoa, que é judaica.

Para esse caso, reparamos um odioso anti-semitismo, bem evidente na Idade Média, onde não somente desprezaram os preceitos bíblicos da páscoa, estabelecendo os seus próprios, como também ignoram o sentido dos pães ázimos, dando uma versão pervertida ao povo, que crê cegamente nas suas doutrinas.

O anti-semitismo pode perfeitamente bem explicar todas essa distorções.

PÁSCOA, OU A CEIA DO SENHOR?

O próprio Senhor Jesus, quando instituiu a Ceia do Senhor, se deu no dia da páscoa (Mateus 26:17-19; Marcos 14:12-16; Lucas 22:7-13), e não foi pela Sua ressurreição que le a instituiu, e sim, em memorial a Ele, e anunciando a Sua morte, até que Ele venha a nos buscar (I Coríntios 11:26).

Isto é, a Ceia do Senhor se deu justamente na páscoa porque, a verdadeira páscoa era Ele (I Coríntios 5:7), que estava preparado para morrer pelos nossos pecados - a de ser crucificado. Por isso que foi chamado de Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo (João 1:29), porque Ele é o Cordeiro a ser sacrificado, a páscoa, para derramar o Seu sangue pelos nossos pecados; pois, sem tal sacrifício, nenhum homem poderia aproximar de Deus, e entrar em comunhão com Ele, ganhando assim a vida eterna.

Razão pelo qual, uma vez feito tal sacrifício, o único verdadeiro e perfeito, deixaria de ter sentido a páscoa, uma vez que o antigo pacto foi consumado. Foi por essa razão que o Senhor Jesus se reuniu com os seus discípulos, para realizar a última páscoa - a válida - e estabelecer o novo pacto, mais abrangente, e debaixo da graça: a Ceia do Senhor.

Ora, se o irmão pretende celebrar a páscoa, ele deverá seguir à risca os mandamentos que Deus deu a Moisés!

Terá de deixar de participar da Ceia do Senhor periodicamente (geralmente mês a mês), pois, a páscoa só se dá por volta dos meses de março/abril de cada ano. Visto que era celebrada no mês de abibe, no dia 14 por diante, e deverá imolar um cordeiro, e comer por sete dias, pães ázimos e ervas amargas...(Êxodo 12:2-8-15).

Não imolando o cordeiro, mesmo assim, teria de ser com pães ázimos, e já terá transgredido a Lei de Deus!

Mas acontece que a páscoa é um mandamento somente para o povo de Israel, e não para os outros povos, quanto mais para a Igreja de Cristo, pois senão teriam de seguir à risca, todos os preceitos que Deus deu a este povo.

É uma celebração exclusiva do povo de israel, pois nós temos em Êxodo 12:3 o seguinte:

"Falai a toda a congregação de Israel..."

É uma festa que deve ser guardada por todos os filhos de Israel (Êxodo 12:47).

E mais, o estrangeiro não deve comer dela (Êxodo 12:43). Se por acaso, um estrangeiro, um gentil, quiser participar da páscoa, deve ser circuncidado (Êxodo 12:43).

Circuncidará um salvo em Cristo Jesus para participar da páscoa?

É estar debaixo da Lei, e não da graça! E tanto pelo fato de estar debaixo da Lei que, caso um homem, filho de Israel, se não comemorou a páscoa, deve ser extirpado do povo de Deus; em outras palavras, executado (Números 9:13). Era portanto, um mandamento severo, um pacto feito entre Deus e Israel, assim como o mandamento de guardar o sábado. Logo, se nós fossemos comemorar a páscoa, nos colocaríamos ao mesmo pé de igualdade com os adventistas do sétimo dia.

A ORIGEM PAGÃ DA PÁSCOA ATUAL

A páscoa que se comemora no dia de hoje, não se assemelha nem um pouco com a páscoa bíblica, e que faz parte da Lei que Deus ordenou a Moisés, e que era destinada a todo o Israel. Pelo contrário, essa páscoa que conhecemos é completamente estranha aos preceitos bíblicos, e que se reveste de outros valores sob o disfarce do cristianismo nominal.

Acima de tudo, o seu paganismo que se demonstra em duas evidências:

O ovo e o coelho, são símbolos que vieram dos antigos povos, como os egípcios e os persas, além de outros. Nesse caso, os ovos eram tingidos, e dados aos amigos, e os chineses as usavam nas festas de renovação da natureza (4). E como peças decorativas pagãs, chegaram a nós, proveniente de regiões como a Ucrânia, sob o nome de pessankas (5).

É rica as simbologias pagãs relacionadas com os ovos. Segundo Cirlot, são emblemas da imortalidade, encontrados nos sepulcros pré-históricos da Rússia e da Suécia. E também é usado como escrita hieroglíficas dos egípcios, considerado como o que é potencial, o princípio da geração, o mistério da vida; sendo usado pelos alquimistas. Enfim, o ovo é o símbolo cósmico na maioria das tradições, desde a Índia até aos druidas celtas (6).

Para os egípcios, o deus Re nasceu de um ovo; para os hindus, Brahma surgiu de um ovo de ouro - Hiranyagarbha - e que depois, com a casca, fez o Universo. Para os chineses, P'an Ku, nasceu de um ovo cósmico (7).

Ele é o símbolo de fertilidade, usado como talismã pelos agricultores. E tem diversas superstições ligadas ao seu uso (8).

Na mitologia grega, os gêmeos Castor e Pólux, nasceram de ovos "botados" (pasmem!) por uma mortal, Leda, quando fora seduzida por Zeus, que lhe apareceu sob a forma de um cisne! (9) O ovo era, na verdade, considerado por diversos pagãos, como a origem dos seres humanos (10).

Quanto ao coelho da páscoa, provém da lebre sagrada da deusa Eastra, uma deusa germânica da primavera (11).

Era ela, a lebre, quem que trazia os ovos; e que em outras regiões, como na Westphalia (Alemanha), tal papel era exercido pela "raposa da páscoa"; ou, na Macedônia (Grécia), por "Paschalia" o espírito do dia (12).

Porém, prevaleceu como símbolo da fertilidade, a lebre (ou o coelho), porque já era conhecida como tal durante muitos anos. E, em várias regiões, a lebre era considerada uma divindade. Ela está relacionada com a deusa lunar Hécate na Grécia; e, além da Eastra, tem-se o equivalente que é a deusa Harek dos germanos, que era acompanhada por lebres (13), consideradas como símbolos da fertilidade, devido à grande capacidade de se reproduzir, e, segundo os anglo-saxões, como também os chineses, associada à Primavera(14).

É interessante notar que a lebre (ou o coelho) é considerado como um animal imundo (Deuteronômio 14:7). E que só recentemente é que a páscoa está sendo comemorada como uma festa em homenagem à primavera, em Israel, (ligada portanto, com os ritos da fertilidade) (15). Isto é, já se tem uma contaminação pagã na páscoa judaica, e que outrora era considerada bíblica. E com muita razão:

A páscoa judaica já há muito tempo deixou de ser bíblica visto que não tem mais eficácia, pois, a verdadeira páscoa - o Senhor Jesus - já foi consumado lá na cruz. Por esse motivo é que Deus permitiu a destruição do Templo de Salomão, cerca de 70 d.C., para que fosse impedido a comemoração da páscoa. Pois, tal comemoração, juntamente com outros preceitos, prenderiam os judeus à Lei, ao antigo pacto, e que deixou de ser válido. Além disso, os sacrifícios de holocausto (que fazem parte da Lei), só poderiam ser realizados no Templo, e não em outro lugar.

Tendo isso em conta: de que a própria páscoa, instituída por Deus, deixou de ser válida; quanto mais não seria anti-bíblica a comemoração da páscoa do mundo, cuja procedência é claramente pagã?


CONCLUSÃO

A páscoa que se comemora atualmente faz parte das chamadas festas cíclicas pagãs, onde se presta grande importância na guarda das datas, dias, meses, etc. E para esse caso, é bom nos lembrarmos da advertência data pelo apóstolo Paulo:

..."agora, porém, que já conheceis a Deus, ou melhor, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais quereis servir?

Guardais dias, e meses, e tempos, e anos"... (Gálatas 4:9-10).

A verdadeira páscoa foi consumada quando o nosso Mestre e Senhor foi crucificado na cruz. Portanto, não tem mais sentido para nós a sua comemoração, visto que não representa sequer o ressurreição de Jesus, e sim, a revitalização de uma festa milenar e pagã de fertilidade.

O nosso alvo é a importância da morte do Senhor Jesus, e devemos nos lembrar disso, até a volta d'Ele, para nos buscar; isto é, devemos lembrar da Sua morte na Ceia do Senhor.

NOTAS:

(1) "PÁSCOA" in Enciclopédia Judaica, v.3, pag.956 (ed.67).
(2) "PÁSCOA" in Enciclopédia Brasileira Globo, v.VIII, sem página.
GAUSS, Karl Friedrich - "um dos grandes expoentes matemáticos de tôda a história" (Barsa, v.6, pag.435, edição de 69).
(3) "PÁSCOA" in Enciclopédia Brasileira Mérito, v.15, pag.45.
Enciclopédia EPB Universal, v.9, pag.2704.
(4) "PÁSCOA" in Enciclopédia Delta Universal, v.11, pag. 6125 (ed.80).
"Páscoa: que significa realmente?" in Jornal da Tarde, 7 de abril de 1982.
(5) "Páscoa Ucraniana" in Shopping News-City News, 28 de março de 1982, pag.9.
"No Brooklin, duas senhoras se preparam para a Páscoa ucraniana" in Gazeta de Santo Amaro, 3 de abril de 1982.
(6) "Ovo" in "Dicionário de Símbolos" de Juan-Eduardo Cirlot, pag. 435.
(7) "Os ovos" in "Homem Mito e Magia" da Ed. Três, v. III, pag.718.
(8) IDEM, ibidem.
(9) IDEM, ibidem.
"LEDA" in Grande Enciclopédia Delta Larousse, v.7, pag.3951 (ed.70).
(10) "Páscoa: que significa realmente?" in Jornal da Tarde, 7 de abril de 1982.
(11) "Os ovos" in "Homem Mito e Magia"...
(12) IDEM, ibidem.
(13) "Lebre" in "Dicionário de Símbolos" de Cirlot, pag. 337.
(14) "Páscoa, comemoração universal" in Shopping News-City News-Jornal da Semana, 26 de março de 1989, pag.43.
(15) "PÁSCOA" in Enciclopédia Universal Gamma, v.8, sem página (ed.84).

Fonte: Antônio Carlos Fernandes

domingo, 13 de dezembro de 2009

A crucial necessidade do arrempedimento.


"Se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis" (Lucas 13.3).


À primeira vista, este versículo parece rude e severo. Posso imaginar alguns dizendo: "Isto é o evangelho? Estas são as boas notícias? São as boas novas sobre as quais falam os pastores? É um discurso árduo, quem o pode suportar?" (cf. Jo 6.60).
No entanto, de quem eram os lábios que proferiram estas palavras? Elas vieram dos lábios dAquele que nos ama com um amor que excede todo entendimento, o próprio Jesus Cristo, o Filho de Deus. Foram ditas por Aquele que nos amou tanto, que deixou o céu, desceu à terra, viveu de modo pobre e humilde durante 33 anos, por nossa causa; foi à cruz, morreu e foi sepultado por nossos pecados. As palavras que vieram de lábios como esses têm de ser, com certeza, palavras de amor.

Afinal de contas, há maior prova de amor do que avisar um amigo quanto ao perigo vindouro? O pai que vê seu filho caminhando em direção à beira de um precipício e, quando o vê, grita fortemente: "Pare, pare!", não é um pai que ama o filho? A mãe carinhosa que vê sua criança a ponto de ingerir algo venenoso e clama intensamente: "Pare, pare! Largue isso!", não é uma mãe que ama o filho? É a indiferença que deixa as pessoas sozinhas e permite que continuem seguindo o seu caminho. O amor, amor compassivo, adverte e ergue o clamor de alerta. O grito de "Fogo! Fogo!", à meia-noite, pode, às vezes, arrancar uma pessoa de seu sono - de modo rude, desagradável, severo. Mas, quem reclamaria se tal grito fosse o meio de salvar a vida daquela pessoa? As palavras "se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis" podem, à primeira vista, parecer severas e rudes. Contudo, são palavras de amor e podem ser o meio de livrar do inferno almas preciosas.
Consideremos agora a necessidade de arrependimento. Por que o arrependimento é necessário? O versículo citado no início deste artigo mostra claramente a necessidade de arrependimento. As palavras de nosso Senhor Jesus Cristo são claras, enfáticas e distintas: "Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis". Todos, todos, sem exceção, necessitam de arrependimento para com Deus. O arrependimento não é necessário somente para bêbados, ladrões, assassinos, adúlteros, fornicadores e encarcerados. Não. Todos os nascidos da descendência de Adão - todos, sem exceção - precisam de arrependimento para com Deus. A rainha no trono, o pobre que trabalha em seu ofício, o rico em sua sala de visitas, a empregada na cozinha, o professor de ciências na universidade, o jovem pobre e ignorante que trabalha no arado - todos precisam, por natureza, de arrependimento. Todos são nascidos em pecado; todos necessitam arrepender-se e converter-se, se desejam ser salvos. Todos precisam ter seu coração mudado quanto ao pecado. Todos têm de se arrepender e crer no evangelho. "Se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus" (Mt 18.3). "Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis."
O que torna necessário o arrependimento? Por que Deus usa uma linguagem tremendamente forte a respeito desta necessidade? Por que o arrependimento é necessário?

(a) Primeiramente, sem arrependimento não há perdão dos pecados. Ao dizer isso, tenho de guardar-me de mal-entendido. Peço-lhe enfaticamente que não me entenda erroneamente: lágrimas de arrependimento não removem pecados. Dizer que elas o fazem é teologia errada. Remover pecados é uma competência e uma obra exclusiva do sangue de Cristo. A contrição não produz qualquer expiação de pecado. Dizer que ela o faz é teologia pervertida. Nossa melhor contrição tem defeitos suficientes para nos lançar no inferno. "Somos reputados justos diante de Deus somente por causa de nosso Senhor Jesus Cristo, pela fé, e não por nossas obras ou merecimentos",1 não por nosso arrependimento, santidade, caridade aos pobres ou qualquer coisa desse tipo. Tudo isso é verdade. Contudo, não é menos verdade que a pessoa justificada sempre se arrepende e que um pecador perdoado sempre será uma pessoa que lamenta e abomina seus pecados.
Em Cristo, Deus está disposto a receber homens rebeldes e dar-lhes paz, se vierem a Ele, em nome de Cristo, não importando quão ímpios tenham sido. Contudo, Deus exige, com justiça, que o rebelde deponha suas armas. O Senhor Jesus Cristo está disposto a ter compaixão, perdoar, dar alívio, purificar, lavar, santificar e preparar para o céu. Todavia, Ele deseja ver o homem odiando os pecados para os quais deseja obter perdão. Se quiserem, alguns homens podem chamar isso de "legalidade". Se lhes agrada, que o chamem de "servidão". Eu fico ao lado das Escrituras. O testemunho da Palavra de Deus é claro, inconfundível. Pessoas justificadas sempre são pessoas penitentes. Sem arrependimento, não há perdão de pecados.

b) Em segundo, sem arrependimento não há felicidade nesta vida. Existem coisas como exultação, entusiasmo, sorrisos e contentamento, enquanto as pessoas desfrutam de boa saúde e têm dinheiro no bolso. Mas essas coisas não são a felicidade inabalável. Há uma consciência em todos os homens; e essa consciência tem de ser satisfeita. Portanto, enquanto a consciência sente que ainda não houve arrependimento do pecado e que este não foi perdoado, ela não terá quietude e não permitirá que a pessoa fique tranqüila em seu íntimo...

c) Em terceiro, sem arrependimento não pode haver adequação para o céu, no mundo por vir. O céu é um lugar preparado, e aqueles que vão ao céu têm de ser um povo preparado. Nosso coração tem de estar em harmonia com as disposições do céu, pois, do contrário, o céu nos será um lugar infeliz. Nossa mente tem de estar em harmonia com a mente dos habitantes do céu, pois, do contrário, a comunhão das pessoas do céu nos seria intolerável... O que você faria no céu, se chegasse lá com um coração que ama o pecado? Com qual dos santos você conversaria? Ao lado de quem se assentaria? Com certeza, os anjos de Deus não entoariam música agradável ao coração daquele que não pode suportar os santos na terra e nunca louva o Cordeiro por seu amor redentor! Com certeza, a companhia dos patriarcas, dos apóstolos e dos profetas não seria satisfação para nenhum homem que agora não lê a sua Bíblia e não se interessa em saber o que os apóstolos e os profetas escreveram. Oh! não! Não! Não haveria felicidade no céu, se chegássemos ali com um coração impenitente...

Rogo-lhe, pelas misericórdias de Deus, que guarde no coração as coisas que acabei de dizer e pondere-as bem. Você vive em um mundo de engano, imposição e decepção. Não permita que ninguém o engane quanto à necessidade de arrependimento. Oh! que a igreja professa veja, saiba e sinta (mais do que o faz) a necessidade, a absoluta necessidade do verdadeiro arrependimento para com Deus! Há muitas coisas que não são necessárias. Riquezas e saúde são desnecessárias. Roupas finas não são necessárias. Amigos nobres não são indispensáveis. O favor do mundo é desnecessário. Muitos chegaram ao céu sem essas coisas. Talentos e erudição são dispensáveis. Milhões chegaram ao céu sem essas coisas. Milhares e milhares estão indo ao céu sem elas. Contudo, ninguém chegará ao céu sem o "arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo" (At 20.21).

Não permita que ninguém o convença de que um sistema de doutrina em que o arrependimento para com Deus não tem lugar de grande proeminência merece ser chamado de evangelho. Não há evangelho, se o arrependimento não é um dos principais elementos. Tal evangelho é do homem, e não de Deus. Procede da terra, mas não do céu. Não é evangelho de maneira alguma. É antinomianismo e nada mais. Enquanto você estiver apegado e preso aos seus pecados, você terá os seus pecados, embora fale o quanto quiser sobre o evangelho. Os seus pecados ainda não estão perdoados. Você pode chamar isso de legalismo, se quiser. Pode dizer, se quiser: "Espero que tudo saia bem no final. Deus é misericordioso, Deus é amor, e Cristo morreu. Espero que irei ao céu no final". Não, eu lhe digo. Tudo não sairá bem. Você está errado diante de Deus... Está menosprezando o sangue da expiação. Ainda não tem parte ou herança em Cristo. Enquanto você não se arrepender de seus pecados, o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo não é evangelho para sua alma. Cristo é um Salvador do pecado, e não um Salvador paro o homem nopecado. Se um homem quer continuar em seus pecados, chegará o dia em que o misericordioso Salvador lhe dirá: "Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos" (Mt 25.41).

Não permita que ninguém o engane, levando-o a supor que pode ser feliz neste mundo, sem arrepender-se. Oh! não!... Quanto mais você viver sem arrepender-se, tanto mais infeliz será o seu coração. Quando a velhice lhe sobrevier, e os cabelos grisalhos lhe encherem a cabeça; quando você for incapaz de ir aonde costumava ir e satisfazer-se no que outrora lhe dava prazer, a sua infelicidade e miséria irromperão como um homem armado... Escreva isto nas tábuas de seu coração: sem arrependimento, não há paz!

Espero ver muitas maravilhas no último dia! Desejo ver à direita do Senhor Jesus Cristo alguns daqueles que antes eu temia vê-los à sua esquerda. Verei à sua esquerda alguns do que eu supunha serem bons cristãos e esperava vê-los à direita. Todavia, há algo que, com certeza, não verei: à sua direita não verei nenhum homem que não se arrependeu.

Extraído de "Arrependimento", no livro Old Paths, reimpresso em inglês por Banner of Truth.

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1. Trinta e Nova Artigos da Religião. Artigo XI, "A Justificação do Homem".

Fonte: Ed. Fiel


Um Gezuis estranhamente familiar - por Hermes Fernandes


Nasceu no Palácio de Herodes em Jerusalém, centro do poder judaico. Veio para o que era seu, e os seus o receberam, e com muitas pompas!

Aos doze anos já discutia novas rotas comerciais e estratégias de conquista com os conselheiros reais.
Seu primeiro milagre aconteceu num pomposo casamento na realeza. Transformou a água em suco de caju, não por haver faltado bebida na festa, mas apenas para dar uma gorjeta do seu poder. Poderia tê-la transformada em vinho, vodka, ou até whisky, se quisesse. Mas preferiu não escandalizar a ala mais conservadora e fundamentalista dos religiosos.
Aos 30 anos, foi batizado na piscina da cobertura do palácio, por um dos profetas badalados da época. Enquanto descia às águas, viu-se uma águia, símbolo de conquista, sobrevoar sua cabeça, e uma voz que bradou de algum lugar: Este é o cara! Vai e arrasa!
Saiu dali e foi para uma região praiana, tirar quarenta dias de férias antecipadas. Não precisou ser tentado em nada, pois nunca se negou bem algum. Transformou pedras em pizza, só pra se divertir. E ainda fez malabarismo no pináculo do templo, pra tirar uma onda com os sacerdotes. No final das férias, subiu um monte bem alto, avistou os reinos deste mundo e disse pra si mesmo: Tudo isso me darei!

Quando aproximado por algum gentio, do tipo daquele centurião que tinha um servo enfermo, dizia-lhe: Dá um tempo! Não vim pra vocês, seus impuros, idólatras e ignorantes. E mais: Nunca vi tanta petulância! Onde já se viu? Pedir por um serviçal! Além de gentio, é burro!
Ao deparar-se com um cobrador de impostos desonesto, que subira numa árvore só pra lhe ver, Gezuis lhe disse: Como é que é, meu irmão! Vamos ou não vamos dividir esta grana? Desce logo, que tô com pressa! Hoje convém me hospedar no melhor hotel da região.
Ao ser tocado por uma mulher hemorrágica, esbravejou: Tira essa louca daqui! Não sabe que a Lei proíbe qualquer aproximação de uma pessoa em seu estado? Imunda!
Por onde passava, seus discípulos estendiam um cordão de isolamento, para que leprosos, morféticos, cegos, endemoninhados, e todo tipo de gente asquerosa não ousassem se aproximar do Rei da cocada preta.
Diferente era o trato que dispensava aos fariseus e religiosos da época.
Venham a mim, todos os que querem alguma vantagem da religião. Vocês serão cabeça e não cauda. Comerão o melhor da terra! Unam-se a mim, e eu lhes farei milionários. Aprendam comigo, que sou malandro e esperto de coração. Espertos são os que riem da desgraça alheia. Espertos são os que gostam de ver o circo pegar fogo. Espertos são os que têm fome e sede de sucesso. Eu saciarei seu ego!
Quando procurado por um jovem rico, disse-lhe, sem o menor pudor: Quer sociedade? Vamos rachar esta grana? Vai ter um lugar especial no meu reino, garoto...
E quando entrou em Jerusalém montado naquele exuberante corcel branco 0 km? Foi tremendo! Não tinha pra ninguém!
- Cruz? Que cruz? Tá doido? Cruz é pra gente como Jesus, aquele nazareno nascido numa manjedoura. Eu vim pra ter vida, e vida com abundância. Quem quiser vir após mim, passa tudo o que tem pra minha conta, e me siga. Ou tudo ou nada! Ou dá ou desce!
Revolucionário? Que nada! Graças a um conchavo político feito às escuras com o Império Romano, Gezuis garantiu para si a sucessão de Herodes, e viveu muitos e muitos anos.
Ao morrer, farto de dias, Gezuis confiou seu legado a um grupo de discípulos seletos, que juraram que sua mensagem jamais seria esquecida, e que ao longo dos séculos, sempre haveria quem a promovesse em sua própria geração. Partiu ordenando que cada um dos seus discípulos lhe beijasse os pés, em sinal de submissão. E que aprendessem a se servir uns dos outros, e ainda se servir dos poderes constituídos, sem jamais criticá-los ou censurá-los.

Promessa feita, promessa cumprida.

Basta ligar a TV, o rádio, ou mesmo acessar a internet, para se dar conta de quantos discípulos de Gezuis ainda dão eco à sua voz.

Fonte: Hermes Fernandes