A família sempre tem ocupado um lugar central nos planos de Deus para esta terra. É pela família que Deus faz a Sua obra de salvação, em primeiro lugar, usando a família de Abraão para trazer o Salvador a este mundo e abençoar todas as famílias da terra (Gn 12:3; 18:18,19) e, nesta dispensação da graça, para formar a Sua igreja. É notável em Atos como as primeiras igrejas começaram pela conversão de famílias inteiras e lemos das casas de Cloe, Estéfanas e Crispo no começo da obra da igreja em Corinto, e das casas de Lídia e do Carcereiro no início da obra da igreja em Filipos. Até hoje, onde há duas ou três famílias salvas e de bom testemunho, não deve demorar a formação de uma igreja local, mas onde não há famílias salvas é quase impossível ver uma igreja estabelecida.
É um fato básico, mas importantíssimo, que a condição espiritual duma igreja local depende da condição espiritual das famílias que formam aquela igreja. Uma igreja é simplesmente uma família de famílias e qualquer problema de família já é um problema da igreja local.
Satanás é o grande inimigo de Deus e da Obra de Deus, e nestes últimos tempos tem procurado destruir a unidade básica da família no mundo e também tem atacado muito o testemunho da igreja na terra usando problemas de família. Todos nós reconhecemos que estes problemas estão aumentando e que o amor de muitos está esfriando e que os salvos não são isentos destes problemas. O Senhor nos tem deixado na Sua Palavra muitos exemplos, advertências e ensinos para nos guiar. Os que têm praticado estes ensinos têm provado o seu grande valor; os que têm negligenciado estes ensinos sofrem as conseqüências desta desobediência.
Não nos sentimos capacitados de ensinar outros sobre este assunto pessoal, mas temos uma preocupação que muitas igrejas não estão reconhecendo a gravidade da situação e da necessidade de combater os ataques satânicos que vem infiltrando a igreja do mundo pela mídia etc. Nossos jovens enfrentam grande pressão nas escolas e faculdades para conformar com as concupiscências do mundo e precisam entender o que Deus diz sobre este assunto. Por estas razões, preparamos esta pequena série de estudos bíblicos para ajudar principalmente a juventude cristã sobre este assunto e nossa oração é que sejam usados pelo Senhor na edificação espiritual do Seu povo. Queremos reconhecer a ajuda recebida nesta preparação pelos livrinhos "Série A FAMILIA" pelo irmão John Grant, agora sendo preparados por Shalom publicações.
O NAMORO
O homem sábio confessou que uma das coisas que não conseguia entender era "o caminho do homem com uma donzela"! (Pv 30:18,19). De fato, esta fase é um mistério, pois o comportamento do casal, e principalmente do rapaz, muda completamente e os outros notam esta diferença.
1) O NAMORO ERRADO DE SIQUEM E DINÁ: (Gênesis 34).
Em Gênesis 34:8 lemos que a alma de Siquém estava "enamorada" fortemente de Diná, filha de Jacó. Assim, aprendemos que esta forte atração é da alma e por isto governa completamente os seus pensamentos e comportamento. Como há dois tipos de fogo, há dois tipos de namoro. Usamos o fogo controlado em casa cada dia, mas o fogo sem controle traz destruição e desastre. O namoro controlado é útil em descobrir a vontade de Deus para nossas vidas, mas se não houver controle, trará desastre.
Este exemplo de Siquém e Diná nos ensina lições importantes no sentido de advertência, porque este "namoro" foi sem controle e causou muita tristeza e sofrimento. Notamos no v. 1 como Diná saiu para passear na cidade onde morava. Ela não pensava em namorar, mas em "ver as filhas da terra". Parece que os pais deram esta liberdade para a moça sem pensar naquilo que podia acontecer. Hoje, no mundo, os jovens têm grande liberdade e os pais não procuram controlar os passeios e amizades dos seus filhos, e então ficam surpreendidos quando vêm os problemas. Pais salvos não devem imitar este erro e devem manter controle em casa sobre os passeios dos seus filhos. Devemos saber onde estão e com quem, marcar os horários de estar em casa e isto deve ser feito com explicação bíblica e no espírito de amor. Os filhos devem reconhecer que tais regulamentos são feitos para o seu bem, e devem obedecer a seus pais desta maneira ( Ef 6-.1-4).
Logo apareceu Siquém, um jovem rico e da alta sociedade, mostrando muito interesse em Diná. Ela sabia que não era permitido por Deus que Seu povo casasse com estrangeiros, mas Siquém era "diferente"! Muitas moças são enganadas neste sentido, mas a Palavra de Deus é clara e Ele sabe que o jugo desigual nunca produz um casamento feliz e útil (2 Co 6:14.15). O propósito do namoro certo é para descobrir a vontade de Deus sobre nosso casamento, e a Sua Palavra revela que o jugo desigual nunca é a Sua vontade e que não há caso "diferente". Nem precisamos orar sobre este assunto, e não devemos começar tal namoro. Se já estamos envolvidos com descrente, devemos parar logo com o namoro. "Isto", pois com certeza trará conseqüências desagradáveis mais tarde.
O namoro com Siquém logo saiu do controle e caíram na prostituição (v.2) e o "passeio" de Diná trouxe grande pecado e desastre. Embora os irmãos de Diná acusaram Siquém de ter forçado a moça, é claro que ela estava de acordo com tudo que aconteceu, pois estava com ele depois na sua casa (v,26). Notamos que, embora que Siquém, amou a jovem e queria casar-se com ela, o seu pecado foi "uma loucura em Israel ...o que se não devia fazer" (v.7). O pecado de prostituição significa ter relações sexuais antes do casamento, e mesmo se é com a mesma pessoa com quem vamos casar-se depois, é grave pecado perante o Senhor e traz humilhação e conseqüências tristes para o casal (1 Ts 4:3-8- Hb 13:4). O fato que o mundo hoje considera estes relacionamentos como "normal", e até providencia meios para que os jovens possam evitar ter filhos, pelo ato, não diminui a sua gravidade perante Deus. O salvo que namora descrente está em grande perigo de cometer imoralidade, porque há DUAS naturezas carnais, mas só UMA natureza espiritual nesta amizade.
Vemos como Siquém ofereceu pagar dote maior para casar com Diná (v. 12) e até estava disposto a aceitar a circuncisão exigida pelos irmãos de Diná (v.24). Ele fingiu uma conversão ao judaísmo para conseguir a moça em casamento, mas o seu motivo não era espiritual, mas material, pois falou de como seu povo iria conseguir os bens de Israel caso aceitasse esta maneira de casamento misto (v.23). Muitas moças salvas são enganadas por moços que mostram interesse no Evangelho, e vem às reuniões e até fazem uma "decisão" de ser crente. Neste caso, a moça quer acreditar que ele é salvo mesmo, mas muitas vezes não é, pois só quer o casamento e depois de conseguir logo revela que seu coração nunca foi regenerado. A moça tem culpa neste caso, pois namorou o descrente quando era para deixar até que houvesse provas claras de conversão real. O único motivo válido numa conversão real é o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, mas o coração é muito enganoso e "conversões" deste tipo geralmente não duram muito tempo.
As conseqüências tristes deste "namoro" errado de Diná são advertências suficientes para alguém salvo, que está sendo tentado por Satanás a formar amizade íntima com descrente. A única coisa certa é para deixar tal relacionamento errado e esperar no Senhor.
2.O NAMORO CERTO DE BOAZ E RUTE: (Rute 2).
Deus também nos deixou exemplos bons neste assunto, e Boaz e Rute servem como exemplos bom dum casal que controlou sua amizade e que foi ricamente abençoado pelo Senhor no seu casamento. Nós usamos a palavra "namoro" neste caso com cuidado e não como o mundo fala hoje.
Rute já era viúva, mas ainda nova e sem filhos. Ela voltou de Moabe com Noemi, sua sogra, e era verdadeiramente convertida ao Deus de Israel ( Rute 1: 16,17). Boaz também era homem de Deus, solteiro, rico, que esperava no Senhor.
Rute precisava de marido, mas não precipitou-se em procurá-lo. Ela saiu para trabalhar e foi guiada pelo Senhor ao campo de Boaz. As moças crentes muitas vezes procuram atrair os rapazes pelo seu modo de vestir, enfeitar e agir etc., mas esta vaidade vem da carne e não do Senhor, e um rapaz espiritual não será atraído à tal moça.
Boaz observou Rute e notou seu caráter espiritual e ouviu suas boas obras (v.s 5,1 1). Ele ajudou Rute e lhe deu proteção, sustento e conforto, mas esperava no Senhor e não havia nada de pressa ou da paixão carnal. Podemos deduzir de 3: 1 que Boaz não era mais jovem, e que não agiu precipitadamente em razão de sua idade. Com tempo, a amizade desenvolveu e o amor verdadeiro se manifestou em toda a santidade, respeito mútuo e pureza. O amor verdadeiro nunca vai humilhar a pessoa que ama, mas quer o seu bem e felicidade.O casal estava procurando saber a vontade do Senhor e chegou a entender Seu plano para suas vidas em casamento. Havia obstáculos, mas foram vencidos pelo poder de Deus e casaram "no Senhor". Foi um casamento feliz e Deus abençoou sua união matrimonial no nascimento de um filho chamado Obede, que se tomou pai de Jessé, avô de Davi (4:13,21,22). Assim, este casal se tornou parte da linhagem humana do nosso Senhor Jesus Cristo ( Mt 1 :5-16).
Este casal serve como exemplo para os jovens hoje. Devemos observar e conhecer o caráter da pessoa que nos atrai. A atração apenas física não é o suficiente para compreender a vontade de Deus para nosso casamento. Mesmo que a pessoa seja salva, isto não é suficiente para provar que é a pessoa "designada" para nós (Gn 24:14;44). Uma maneira de conhecer melhor o caráter e prioridades da pessoa sem qualquer influência de emoção é pelas cartas escritas. Com o tempo, observação e oração, nós vamos saber no coração se esta amizade é a vontade de Deus ou não. Se tivermos dúvidas, seria melhor parar e esperar mais no Senhor (1 João 3:19-22). O conselho de pais e presbíteros deve ser procurado e recebido humildemente. Deus tem um plano para nossa vida e nem sempre o casamento é parte deste plano, mas se for a Sua vontade para nós, Ele revelará Seu plano no tempo certo (Sl. 32:8,10; 37:3,5).
O NOIVADO
As palavras "noivo" e "noiva", achadas muitas vezes nas Escrituras referem-se aos casais "DESPOSADOS", que era na cultura dos judeus o estado antes do casamento semelhante ao "noivado" da nossa cultura (Is 62:5). O "desposado" era mais constringente sendo reconhecido perante a lei e somente podia ser desfeito no caso de infidelidade sexual que podia ser punida com até a morte dos culpados (Dt 20:7; 22:23-29, Mt 1: 19).
O desposado começou com uma cerimônia entre as duas famílias quando o valor do pagamento, chamado o "dote", foi combinado e pago pelo homem aos pais da moça. Também nesta ocasião os noivos trocaram presentes. Em certos casos um contrato de trabalho manual foi aceito pelos pais em lugar deste pagamento, como no caso de Jacó e Raquel (Gn 29:18-20). O tempo do desposado durava mais ou menos um ano e durante este tempo o rapaz era dispensado do serviço militar (Dt 20:7) e o casal podia arrumar sua morada futura e geralmente a noiva fazia a sua veste nupcial. Embora chamados de "marido" e "mulher" desde o começo do desposado, não viviam juntos e não tinham relações sexuais durante este tempo. Esta parte era rigorosamente guardada pelo casal e a moça tinha que provar que era virgem quando casou oficialmente no fim do desposado (Dt 22:13-21).
No dia do casamento oficial, os convidados chegavam às BODAS na casa dos pais do noivo. O noivo, acompanhado pelos seus amigos, saía tarde para encontrar com a sua noiva. As amigas da noiva esperavam a sua chegada e quando chegasse avisavam a noiva e os dois grupos iam para as bodas onde havia o casamento oficial e a recepção com o banquete que era celebrado com festividades e brincadeiras e que durava às vezes até por sete dias (Juizes 14:10-12; Mt 22:1-4; 25:1-6).
Embora o desposado do oriente fosse mais formal que o noivado que conhecemos, há aplicações importantes para os jovens salvos pensando em casamento.
1. O PROPÓSITO DO NOIVADO
Como o desposado dava um tempo para o casal preparar-se para o dia do casamento, hoje o casal, tendo a certeza que o casamento é a vontade de Deus para eles, geralmente ainda precisa dum tempo de preparação. Seria possível casar sem ter este tempo de noivado, mas a maioria de casais jovens tem pouco recurso financeiro e precisa dum tempo de preparação antes do dia do casamento.
Nunca devemos entrar nesta fase de noivado se tivermos qualquer dúvida sobre o casamento, pois é promessa séria e geralmente começa quando o rapaz conversa com os pais da moça sobre o seu desejo de casar-se com ela; e, sabendo que estão de acordo, dá uma "aliança" de ouro a ela como símbolo da firmeza desta promessa de casamento. Assim, os noivos começam a se prepararem para o dia do casamento.
Não podemos mencionar aqui todas as preparações necessárias para o dia, pois haverá preferências pessoais sobre a ordem do casamento, mas haverá a parte civil, e geralmente a parte espiritual e a parte social para planejar.
Com certeza o casamento trará mudanças e durante o noivado o casal deve procurar a vontade de Deus sobre onde vai morar e servir ao Senhor depois do casamento. O plano de Deus é que a nova família more numa casa diferente que seus pais, onde podem organizar a sua vida conjugal guiado por Deus e com a devida independência dos seus pais (Gn 2:24). Os pais do casal devem aceitar estas mudanças e deixá-los fazer a vontade de Deus. Lembramos aqui o exemplo de Rebeca e seus pais que entenderam que a vontade de Deus foi que ela mudasse longe para casar com Isaque e para servir ao Senhor em outro lugar (Gn 24:55-61). A nova morada deve estar perto de onde o casal pode reunir-se com outros irmãos para ajudar no serviço do Senhor (Hebreus 10:25) e normalmente isto será na igreja onde um ou ambos já são membros. Contudo, a possibilidade do casal mudar neste tempo para outro lugar para ser mais útil numa igreja menor deve ser considerada na presença de Deus.
2. A PUREZA DO NOIVADO (Mt 1:18-25)
Nos dias em que vivemos é necessário enfatizar este aspecto, pois o mundo muitas vezes não espera o casamento. Os judeus eram muito zelosos na pureza durante o desposado e o exemplo de José e Maria serve bem para nós entendermos a vontade de Deus neste respeito. José ficou preocupado com a gravidez de Maria e sabia que ele não era o responsável, pois nunca tiveram relações. Suspeitando a infidelidade dela, José pensava em desfazer o desposado de acordo com a lei, mas sendo ensinado pelo Senhor logo aprendeu a verdade deste caso milagroso e eles casaram-se de acordo com a Palavra do Senhor. Assim, Deus usou este casal puro para trazer Seu Amado Filho ao mundo e Maria era virgem até depois do nascimento do Senhor Jesus Cristo.
Nunca devemos cair na tentação que porque vamos casar brevemente podemos adiantar neste sentido. As relações sexuais antes do casamento são prostituição que é proibida, e será julgada pelo Senhor (1 Co 6:18-20; 7:9; 1 Ts 4:3,6; 1 Tm 4:12; Hb 13:4) e assim quem teme ao Senhor nunca vai ceder a esta tentação. Por esta razão a duração do noivado não deve ser mais que necessária para planejar o casamento e geralmente, como no caso do judeu, um ano é suficiente, mas pode ser mais ou menos de acordo com as circunstâncias pessoais do casal.
3. A PARÁBOLA DO NOIVADO (Ap 19:6-9)
Na Sua Palavra, Deus usa este estado para descrever a situação presente entre Cristo e Sua Igreja. A igreja é chamada a "NOIVA" do Senhor Jesus Cristo e as "BODAS do CORDEIRO" acontecerão no céu logo depois do tribunal de Cristo. Isto é muito precioso para os salvos e fala do amor verdadeiro que Cristo tem para conosco e da Sua promessa de voltar para receber-nos e do Seu desejo ardente de estar com a Sua igreja durante a eternidade. Também traz uma lembrança solene sobre como devemos viver neste tempo enquanto esperamos aquele dia. A igreja deve ser como uma "virgem pura a um só esposo, que é Cristo" (2 Co 11:2,3) e a mistura com o mundo é considerada como infidelidade ao Senhor (Tg 4:4,5).
Também como as noivas faziam durante o desposado as suas próprias vestes para seu casamento, nós estamos agora na fase de preparar o "linho finíssimo" que são "os atos de justiça dos santos" que será a nossa recompensa e glória futura na manifestação de Cristo com a Sua igreja (2 Co 5:9, 1 0; CI 3:4).
Esta solene comparação deve-nos ajudar a manter a pureza e santidade que o Senhor quer de cada um dos Seus, e também deve ajudar muito os jovens salvos a manter a pureza e santidade pessoal que Deus quer durante o seu noivado.
O CASAMENTO
Muitos dos servos de Deus nas Escrituras viviam vidas santas, felizes e úteis sem casar--se e ainda esta é a vontade de Deus para muitos hoje. Contudo, muitos outros servos de Deus nas Escrituras eram casados e esta é a vontade de Deus para muitos de nós. O casamento é "digno de honra" (Hb 13:4), e em nada menos santo do que o estado de solteiro. É importante que o jovem procure saber a vontade de Deus neste sentido porque este é sem dúvida o assunto mais importante depois da salvação da nossa alma.Embora que o casamento não existirá além desta vida (Mt 22:30), terá grande influência no nosso serviço para o Senhor durante esta vida, e este serviço terá recompensa eterna no céu. Assim, é de grande importância que o jovem salvo medite no que Deus diz sobre este assunto na Sua Palavra.
O PRIMEIRO CASAMENTO:
A Bíblia é o "manual' do Criador sobre este assunto e os muitos problemas que o mundo enfrenta neste sentido hoje são as conseqüências da sua desobediência aos ensinos de Deus. Um versículo chave neste assunto é Gn 2:24: "Portanto deixará o varão o seu pai e sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne ". Estas palavras foram faladas por Deus na ocasião do primeiro casamento, logo depois da formação da mulher e quando o assunto de casamento é mencionado na Bíblia, Deus sempre volta para este princípio (Veja Mt 19:5; Mc10:7,8; 1 Co 6:16; Ef 5:31). Vamos observar alguns fatos importantes deste versículo:
A) Notamos, em primeiro lugar, que o casamento não foi inventado pelo homem, também, não é um rito da igreja, mas veio de Deus como parte da criação milhares de anos antes que houvesse igreja.
B) Deus falou aqui sobre os "pais” do homem, mas Adão e Eva não tiveram pais humanos! Este fato mostra que Deus estava instituindo princípios fundamentais para todos os casamentos e que estes princípios estão em vigor para nós hoje.
C) O fato que o homem "deixará" seus pais quando casar para "apegar-se à sua mulher" mostra claramente que a união do casamento é mais íntima e durável do que a união entre pais e filhos. Assim, a primeira responsabilidade dos casados não é mais para com seus pais, mas para com sua esposa ou marido. O casamento não produz uma família aumentada, mas uma nova família com sua própria autoridade guiada por Deus. Às vezes os pais do casal não querem reconhecer esta mudança de autoridade e procuram manter seus filhos casados em casa, mas o casamento nesta situação não pode funcionar como Deus quer.
D) Deus está presente em todos os casamentos como Testemunha, e Ele considera aquele pacto feito para a vida inteira (Veja também Malaquias 2:14-16). Assim devemos entender que esta união de ser “uma só carne" não pode ser desfeita por qualquer motivo, pois somente a morte pode anulá-la (Rm 7:1-3). Este fato foi ilustrado claramente pela maneira que Deus formou uma mulher da costela tirada do corpo do homem. Adão reconheceu que Eva era parte dele e que era "sua mulher" designada por Deus para a vida inteira. Ele viveu 930 anos, mas nunca lemos de outra mulher na sua vida. As mudanças que vieram mais tarde, como bigamia (Gn 4), poligamia (Gn 6), e divórcio (Dt 24) são desvios do plano de Deus para o homem e a mulher.
AS PRIORIDADES DO MARIDO E ESPOSA SÃO DIFERENTES:
Notando agora o contexto de Gn 2:24, vemos que havia diferenças nas responsabilidades do homem e da mulher desde a criação. Antes da formação da mulher o homem já tinha sido colocado no jardim para o lavrar e o guardar, e tinha recebido a ordem para não comer da árvore da ciência do bem e do mal, e tinha dado nomes a todo o gado e às aves dos céus (Gn 2:15-20). Isto mostra que Deus considera o homem como o responsável, ou seja, "cabeça” do lar, e a mulher como sua "auxiliadora”. Um bom exemplo disto é que mesmo que foi Eva que desobedeceu a Deus primeiro quando comeu o fruto proibido, Deus chamou Adão primeiro para prestar contas porque foi com ele que Deus tinha falado como o responsável pelo casal (Gn 3:6-9).
Do Novo Testamento aprendemos que quanto à nossa posição espiritual em Cristo, "não há macho nem fêmea” (Gl. 3:28), mas quanto à ordem na família e no trabalho, há diferença na responsabilidade e no trabalho. Em 1 Co 11:3, Paulo explica que o homem é o"cabeça da mulher" como Deus é o cabeça de Cristo. Esta frase merece mais consideração. Como é a união entre Deus e Cristo? Não é baseada na superioridade do Pai e na inferioridade do Filho, mas no amor perfeito entre Eles e na ordem necessária em efetuar o plano da redenção. Era necessário um sacrifício perfeito e Cristo voluntariamente fez esta parte. Ele foi "enviado" pelo Pai, mas também Ele "veio" espontaneamente. Assim, no casamento, não há parte superior que manda, há um só propósito em fazer a vontade de Deus, mas para efetuar este propósito há responsabilidades e trabalhos diferentes. O “unissex" do mundo procura desfazer esta ordem divina e somente traz confusão para a família. O resultado é que mais que a metade dos casamentos do mundo terminam em divórcio hoje trazendo incalculável sofrimento desnecessário.
Do novo Testamento também aprendemos que a responsabilidade principal da mulher no casamento é: "Vós mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor” e o exemplo dado disso é a submissão da igreja ao Senhor Jesus Cristo como Cabeça (Ef 5:22-24). Pedro explica que esta ainda é a responsabilidade da esposa mesmo quando seu marido for descrente (1 Pe 3: 1), mas esta submissão é "como ao Senhor” e assim será sempre dentro dos limites da Palavra de Deus (At 4:19).
A responsabilidade principal do marido é em amar a sua esposa como seu próprio corpo (Ef 5:25-28). A palavra "amar" aqui é ilustrada pelo amor de Cristo para com Sua igreja quando se entregou por ela. É o amor imerecido que não procura nada, mas que dá tudo. É o amor que não procura seus próprios interesses, mas o bem da pessoa amada. É o amor que nunca falha (1 Co 13:4-8). Não será muito dificel para a esposa submeter-se ao marido que cuida dela como Cristo cuida da Sua igreja!
Na maneira que os dois cumprem estas responsabilidades diferentes, o seu casamento será abençoado por Deus e a sua união crescerá em maturidade e felicidade.As falhas nestas responsabilidades trarão problemas para o casal no seu casamento e no seu serviço espiritual.
A PARTE FÍSICA:
Quanto ao lado físico, Deus também criou esta parte do casamento para o bem da família e da Sua Obra na terra, Notamos que a ordem divina para o primeiro casal "multiplicar-se" foi dada antes que o pecado entrasse no mundo (Gn 1:27,28). As relações conjugais dentro do contexto do casamento como expressão do verdadeiro amor, são aprovadas por Deus (Heb. 13:4) e consideradas como parte necessária para o bem estar do casal, para evitar a impureza (1 Co 7:2-5), e para a produção de filhos que futuramente servirão ao Senhor neste mundo (Gn: 18:18,19; Js 24,15, Sl 127:3-5).
Estes princípios divinos foram dados para a felicidade e utilidade do casal e o segredo dum casamento feliz é a obediência total a estas coisas. Satanás sabe o valor da família na Obra de Deus e tem substituído estes princípios com a sabedoria humana que até nega a existência do Criador e rejeita a Sua Palavra. Esta desobediência traz as conseqüências tristes que vemos nas famílias no mundo hoje.
Os jovens salvos contemplando o casamento e lendo estas coisas não devem exclamar como os discípulos exclamaram: "Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar" (Mt 19:10)! O casamento é bom. "O que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do Senhor" (Prov. 18:22).Contudo, precisamos entender o que é o casamento e procurar entender qual a vontade do Senhor para nossa vida e esperar no Senhor até que possamos dizer com convicção, "isto procede do Senhor" (Gn 24:50). Mesmo obedecendo ao Senhor, haverá dias de “sol” e dias de "chuva” para o casal, mas a firme convicção que estamos fazendo a Sua vontade, nos dará a paz de Deus em qualquer circunstância.
FILHOS
Continuando na seqüência dos estudos sobre a família cristã, chegamos a um assunto que pode ser comparado como dar e receber uma injeção. Ninguém gosta de aplica-la ou recebê-la, mas todos concordam que a disciplina das crianças é necessária!
Em primeiro lugar seria bom lembrar que nem todos os casamentos produzem filhos, e muitos bons casais nas Escrituras tiveram problemas neste sentido, como Abrão e Sara, Isaque e Rebeca, Jacó e Raquel, Elcana e Ana, Zacarias e Isabel. Contudo, estamos pensando no caso comum de casais salvos que têm filhos para criar, onde o ensino deixado por Deus sobre este assunto é muito importante para Sua Obra.
1. LIÇÕES DO ANTIGO TESTAMENTO
Este assunto não é exclusivo dos nossos dias, pois o coração da criança não tem mudado desde que Caim nasceu, e seria útil lembrar alguns exemplos e ensinos do Antigo Testamento.
Achamos exemplos de pais que criaram bem seus filhos, como Abraão (Gen 18:18, 19) e Jó (Jó 1) etc. Também Deus tem nos deixado advertências aos pais que não criaram bem seus filhos, com conseqüências tristes nas suas vidas, como Ló - (Gn 19) e Eli (1 Sm 2-4) etc.
Os judeus levavam muito a sério este assunto, e um filho rebelde que trazia vergonha para seus pais podia ser condenado à morte (Dt 21:18-21). As crianças pequenas ficavam sob os cuidados da mãe, mas quando possível os meninos acompanhavam seus pais ao trabalho, onde aprendia deles no campo, na carpintaria, como pastores de ovelhas etc., enquanto as meninas aprendiam em casa com suas mães na cozinha,na horta, na costura etc. Assim, cada um tinha sua profissão e trabalho, e desde pequeno contribuía para o serviço da casa. Havia também tempo de brincar com brinquedos simples feitos de madeira, palha; outras vezes as crianças brincavam nas praças imitando seus pais em fazer "casamentos", "sepultamentos", etc., ( Mt 11:16,17).
Uma parte especial neste treinamento era a educação espiritual das crianças (Dt 6:6), onde a Palavra de Deus era ensinada pelos pais e decorada pelos filhos em casa e na escola. Além disto, havia ocasiões durante o ano quando a família viajava para reunir-se em adoração e para ouvir a Palavra de Deus lida e explicada na Casa de Deus ( Dt 16:11; 1 Sm 1:3,4; Ne 8:2,3).
Talvez o livro que trata mais do assunto de disciplina das crianças seja o livro de Provérbios, que foi escrito por Salomão, pensando especialmente nos seus filhos (1:4,8,10, 15, 4.l, etc.).
Apesar das grandes mudanças tanto na sociedade como na cultura em nossos dias, tais ensinos são válidos para nós, e os que os seguem têm provado seu grande valor. Infelizmente, o mundo os tem desprezado, resultando em rebelião e mau comportamento por muitos jovens.
Salomão era pai de muitos filhos e foi usado por Deus para escrever bastante sobre a disciplina das crianças.
Antes de meditar nestas Escrituras, devemos entender que a palavra "disciplina" significa "colocar os pensamentos em ordem". A criança que pensa certo agirá na maneira certa. Isto nos mostra que uma parte importante deste processo é o ensino positivo pela qual a criança pode saber por que deve agir na maneira indicada pelos pais. Também há o lado negativo da disciplina que é a correção administrada no caso de desobedecer ao ensino dos pais. Uma ilustração destes dois lados é o processo de limpar o terreno e de plantar a semente, que mais tarde produzirá o fruto útil. Só limpar sem plantar não é suficiente, e só corrigir sem ensinar não é disciplina.
2. PERGUNTAS E RESPOSTAS
Podemos fazer quatro perguntas sobre a disciplina das crianças e procurar as respostas na Palavra de Deus, começando com o livro de Provérbios, e progredindo para o Novo Testamento.
A) POR QUE DISCIPLINAR?
Em primeiro lugar é prova do amor dos pais, pois "o que retém a vara aborrece a seu filho (Pv 13:24). Muitos pais não entendem esta verdade porque não sabem como usar a vara.
Em Prov. 22:15, Salomão explica que cada criança nasce com um problema no seu coração que ele chama de "estultícia", ou seja, "tolice". Em outras palavras, cada criança nasce uma pecadora com a tendência de desobedecer aos seus pais. Davi reconheceu este fato em Salmo 51:5, e todos os pais têm provas desta verdade, pois geralmente a criança não demora muitos meses para começar a exigir sua própria vontade, e mesmo antes de saber falar, já sabe como adquirir o que quer! A disciplina é o caminho ordenado por Deus para endireitar esta tendência.
Em Prov.23:13,14, Salomão procede a mostrar que este assunto é importantíssimo e terá influência sobre a salvação da criança mais tarde. A razão por isto é que a criança que aprende cedo a respeitar seus pais, mais tarde respeitará outra autoridade, como a lei do país e a Palavra de Deus. Assim, evitará o caminho, o caminho largo e obedecerá ao Evangelho. Sempre há exceções a esta regra, mas geralmente a criança bem disciplinada não apartará dos bons caminhos aprendidos e é salvo ainda jovem (Prov. 22:6).
Em Prov. 29:15,17, aprendemos que todo o que dá ouvidos a este ensino terá prazer em seus filhos mais tarde, mas quem não obedece terá tristeza e vergonha.
B) QUANDO COMEÇAR A DISCIPLINAR?
Muitos pensam que uma criança de um ano não sabe nada e por isto não precisa de disciplina, mas isto está longe da verdade. Em Prov. 13:24, Salomão nos ensina que a disciplina deve começar CEDO, isto é, quando começa a aparecer a estultícia. As crianças são diferentes, mas geralmente dentro de poucos meses precisam de correção em aprender que não receberão tudo que querem quando é contra a vontade dos pais. As crianças têm de aprender cedo ceder à vontade dos pais. Chegará o tempo quando a vara é necessária por causa da desobediência. Em Prov. 19:18, Salomão mostra que há prazo para este processo "enquanto há esperança'. Alguém comparou este prazo com o "cimento novo" que pode ser moldado apenas durante um certo tempo, mas não depois. Os primeiros cinco anos são de grande valor neste sentido. Vemos exemplos de crianças bem criadas desde cedo em Moisés, Samuel e Timoteo, que mais tarde tornaram-se homens de Deus.
C) COMO DISCIPLINAR?
Salomão também nos ajuda aqui e em Prov. 19:18 lemos que o uso da vara é sempre com controle e não com raiva e violência. As falhas aqui têm provocado mudanças nas leis protegendo a criança dos abusos, mas infelizmente estas leis têm ignorado a Palavra de Deus que recomenda o uso controlado da vara. Sempre neste caso devemos obedecer a Deus (At 4:19). O uso da vara é com amor, explicação e nunca como expressão de vingança. A criança deve saber que está recebendo a vara, não simplesmente porque desagradou aos pais, mas porque se continuar naquele caminho haverá grande prejuízo, e é isto que os pais não querem porque amam seu filho. Este tratamento tem de ser pontual e com firmeza para deixar uma lembrança que servirá na próxima vez que vem a tentação. Se não houve mudança no comportamento a "disciplina" falhou. Foi nisto que Eli falhou e a sua "disciplina" não prestou. Desobediência não deve ser tolerada e crianças bem disciplinadas nunca dizem "não" aos seus pais e vêm imediatamente quando chamadas. Embora Salomão menciona muito a vara, não é somente com a vara que podemos disciplinar nossos filhos e às vezes perdendo um privilégio ou prazer esperado será mais eficiente em evitar a repetição do erro. Não será necessário usar muito a vara se for aplicada na maneira certa, e só uma palavra, ou até um olhar, deve corrigir o comportamento errado do filho, pois bem sabe o que vai receber se continuar.
Passando para o Novo Testamento, em Efes. 6:4, lemos "Pais não provoqueis vossos filho". Às vezes criamos rebelião em nossos filhos sem saber. Nunca devemos contar mentiras à criança como "o bicho te pegará" etc., pois logo ela descobre que o "bicho" não chega, e que os pais falam mentiras. Ameaçando sempre que "você vai apanhar", mas nunca "apanhando", é sem valor como disciplina. Também, devemos evitar críticas destrutivas e públicas que humilham as crianças, e as fazem mais rebeldes. Parcialidade entre filhos produz rebeldia e problemas mais tarde, como vemos nos filhos de Jacó, porque ele amava José mais que os outros, e deu-lhe presentes especiais. Também, exigindo coisas desnecessárias, só para mostrar nossa autoridade na presença de outros, produz falta de respeito nas crianças, como vemos no caso de Saul com Jônatas (I Sam.14:28 a 30). Devemos sempre lembrar que a criança fará comparações com o que nós falamos e o que fazemos, e qualquer diferença anulará o valor da nossa palavra. O exemplo dos pais vale mais do que suas palavras. Mesmo Salomão escrevendo bons conselhos para seu filho, Roboão, no Livro de Provérbios, ele nem sempre deixou um bom exemplo, pois Roboão percebeu esta diferença e não obedeceu os bons ensinos do seu pai.
Efésios 6:4 apresenta o lado positivo na disciplina: "mas críaí-os na disciplina e na admoestação do Senhor". Isto mostra o valor de ensinar a Palavra do Senhor em casa com a família desde cedo. As crianças gostam de ouvir a Palavra e logo entendem os ensinos do Senhor que mostram os perigos do pecado e o valor da obediência ao Senhor. Também é necessário ensinar-lhes em casa a ficar quietas durante o estudo da Bíblia, e assim o "culto doméstico" servirá para treinamento nas reuniões da igreja. Sempre haverá necessidade de lembra-las antes de sair para a reunião por que devemos ficar sentados e em silêncio na casa de oração. Silêncio é necessário para que todos possam se concentrar na Palavra de Deus, oração, adoração etc., porque Satanás quer tirar a boa semente (Lc.8:12) e interromper a atenção dos ouvintes, e desta forma usar nosso filhinho nisto! Também o silêncio ajuda o pregador a concentrar-se na sua mensagem (At 13:16; 21:40) e denota reverência ao Senhor que está presente no meio (Mt 18:20; Hb-12: 28). Outra coisa que os pais devem ensinar em casa é o respeito pela propriedade dos outros, e não deixar seus filhos subtrair objetos nas casas, lojas, carros etc.. Isto treinará a criança para mais tarde evitar a tentação de levar as coisinhas de outros na escola, e assim não será ladrão mais tarde.
D) QUEM DISCIPLINA?
É notável que o pai é sempre mencionado como o responsável neste sentido (veja Ef 6:4; Colos. 3:21; Hb 12:7,9). Por exemplo, a palavra "pais" em Ef 6:1, inclui pai e mãe, mas "pais" em 6:4 é masculina (o pai mesmo). Como "cabeça" do lar (I Cor. 11:3; Ef 5: 23) é ele quem deve administrar a disciplina em casa. No caso onde o pai não pode estar presente, talvez por motivo de viagem, ou porque está doente, a mãe terá de fazer esta parte sozinha. O casal trabalha junto neste assunto e deve estar de acordo sobre o padrão usado. Qualquer diferença entre eles deve ser resolvida fora da presença dos filhos, e se, por necessidade na ausência do pai, a mãe disciplina, será como o pai faria. Os pais muitas vezes não fazem a sua responsabilidade, e não há acordo entre os pais. Às vezes, por causa da morte do pai, ou mãe, é necessário que a criança seja criada por outros, mas isto deve somente ser permitido no caso onde não há alternativa. O costume moderno de dar filhinhos para livrar seus pais solteiros das suas responsabilidades é causa de aumento de pecado e tras grandes problemas na vida destas crianças mais tarde.
3. O EXEMPLO DE DEUS (Heb. 12:7-11)
Em terminar, notamos o exemplo neste assunto que Deus nosso Pai deixou. Ele disciplina TODOS seus filhos sem parcialidade porque Ele os ama e quer o seu eterno bem. Seu objetivo é que sejamos mais como Ele é e Ele é o EXEMPLO de santidade que Ele exige dos Seus filhos. Também, Ele nunca evita a disciplina porque trás tristeza na hora, mas Ele olha mais para frente e quer fruto e alegria permanente na Sua família. É assim que devemos pensar e agir na disciplina dos nossos filhos.
PROBLEMAS NO CASAMENTO
Seria bom se não tivesse necessidade para pensar neste aspecto do casamento, mas o fato é que hoje existem muitos problemas de casamento e os salvos nem sempre escapam. Lendo no Antigo Testamento vemos que não é uma coisa nova porque muitos dos grandes servos de Deus enfrentaram problemas nas suas famílias também. Contudo, estes problemas estão crescendo rapidamente e no mundo hoje mais ou menos a metade daqueles que se casam pensando em ficar juntos até a morte, logo descobrem que são "incompatíveis" e que não podem viver mais um dia juntos! Mesmo em muitos casamentos dos salvos, onde o divórcio não é aceito, existem problemas, muitas vezes bem escondidos, que impedem a comunhão no lar e o serviço ao Senhor.
Sem dúvida estes problemas não são a vontade do Senhor, e queremos examinar agora a raiz donde vêm para que, mesmo se não temos problema matrimonial agora, podemos estar prevenidos e preparados. "Prevenir é melhor do que remediar". Uma coisa é certa, Satanás, o "leão que ruge", bem sabe o valor dum casal unido no trabalho de Deus, e procura "devorar" esta unidade espiritual para que o casal não trabalhe mais juntos no serviço de Deus.
Antes de continuar com o casal de salvos, devemos relembrar que o jugo desigual com certeza trará problemas sérios neste sentido. Sansão desobedeceu à Palavra de Deus e o conselho dos pais neste sentido e casou com a mulher incrédula porque "agradou os seus olhos". Não demorou que apareceram problemas sérios e separação neste casamento (Juizes 14). O salvo que se casa com descrente está desobedecendo o Senhor e colherá as conseqüências doloridas desta desobediência (2 Co 6:14-18).
APANHANDO AS "RAPOSINHAS"
Pensando agora no caso de cônjuges salvos, logo passa a "lua de mel" e o casal enfrenta a realidade da vida juntos e logo descobre que o casamento traz grandes responsabilidades e bastante trabalho. Provavelmente começam a perguntar a si mesmos porque corri tanto para casar?
O livro de Cantares de Salomão era usado muito nos casamentos dos judeus porque nele nós achamos as palavras dum novo casal no seu "primeiro amor". As palavras repetidas pela esposa: "O meu amado é meu, e eu sou dele" (2:16; 6:3; 7:10) expressam a alegria e contentamento daquele casal e muitas vezes são aplicadas em ilustrar a alegria da igreja no Senhor Jesus Cristo. Contudo, devemos lembrar que o assunto deste livro é as experiências dum casal recém-casado, e podemos aprender deles nestas experiências.
Evidentemente a moça trabalhava no campo dos seus pais perto de onde o rei Salomão também tinha seu rebanho. Assim encontraram e começou a amizade que levou ao seu casamento feliz que produziu este cântico de Salomão. Em 2:15 lemos algo surpreendente quando ela disse que as "raposinhas" estavam estragando as suas "vinhas". Um dos problemas sérios para quem produzia vinho naquele país era que as raposinhas no campo faziam cair as flores antes que as uvas formassem, assim destruindo qualquer esperança duma boa colheita, e conseqüentemente, da produção do precioso vinho. Neste contexto, e lembrando que na Escritura o vinho é figura da "alegria verdadeira" (Salmo 104:15 etc.),este versículo indica que ela percebia que a primeira alegria do casal já estava sendo ameaçado por coisinhas que poderiam trazer grande prejuízo mais tarde. Assim, vemos a preocupação dela para apanhar aquelas "raposínhas" o mais cedo possível.
Queremos agora identificar seis das "raposinhas" que aparecem muitas vezes no casamento e que devem ser apanhados cedo. Já temos notado no último estudo sobre as responsabilidades diferentes do casal no casamento e assim sabemos que a insubmissão da mulher e a falta do amor verdadeiro do marido são as duas coisas principais que trazem problemas no casamento. Contudo, há outras coisas que trazem problemas, se não apanhadas cedo.
1. A FALTA DE CONSIDERAÇÃO (1 Pe 3:7)
Esta "raposinha" provavelmente é causada mais pela falta do amor do marido quando ele esquece da sua responsabilidade em cuidar bem da sua esposa. No começo geralmente há bastante consideração um para com o outro e o marido procura ajudar sua esposa nos trabalhos mais pesados. Com tempo, e especialmente quando vêm as crianças, o trabalho em casa aumenta muito, mas ele às vezes esquece disto e dá menos ajuda para ela. Seu trabalho, amigos, etc. ocupam muito do seu tempo e ela sente-se "escravizada". Maridos que viajam muito no seu trabalho precisam comunicar freqüentemente e dar toda a assistência possível.
Também, algumas esposas às vezes mostram falta de consideração para seus maridos e exigem muita atenção. Vemos um exemplo disto em Ct 5:2-6 quando a esposa recusou a levantar-se para abrir a porta da casa quando o marido chegou tarde do seu trabalho.Depois, ela arrependeu-se quando descobriu que ele já tinha ido embora.
2. A FALTA DE COMUNICAÇÃO (Mt 18:15)
Muitas vezes o casal não se expressa bem sobre as coisinhas que acham ofensivas. Naturalmente haverá diferenças de opinião e de gosto, pois a criação dos dois era diferente. Há a tendência de comparar um e outro com seus pais e reclamar porque a esposa não sabe cozinhar como sua mãe, etc. Coisinhas que consideramos "engraçadas" quando namorados, podem tornar-se 'insuportáveis" no casamento. Nestes casos é necessário que o casal converse francamente, e não falar para outras pessoas ou parentes sobre estes problemas. Se não comunicarmos, a "pressão" aumenta e haverá "explosão" feia. Mesmo neste caso, não devemos guardar amargura, mas logo fazer as pazes e pedir desculpas (Ef 4:26).
3. A FALTA DE CONTENTAMENTO (1 Tm 6:6; Hb 13:5)
No começo, o casal não procura grandes coisas e f ica contente com coisas simples achando todo seu prazer na pessoa amada. Contudo, com tempo há a tendência de começar a observar o que outros têm e desejar ser mais como eles. Com isto vem a tentação a comprar "sem dinheiro" para pagar mais tarde. Dívidas são "raposinhas" perigosas no casamento e devem ser evitadas (Rm 13:8) porque se não pudermos pagar a parcela no tempo marcado, vem a vergonha e muitas vezes a esposa sente que deve estudar de noite e trabalhar de dia para ajudar o marido financeiramente. Se tiver criancinhas, esta separação da mãe traz prejuízo porque os filhinhos são criados por outros e, muitas vezes, por pessoas descrentes que mostram um exemplo ruim.
4. A FALTA DE CONSAGRAÇÃO (Rm 12:2)
O casamento traz uma nova liberdade para o casal porque está livre da autoridade dos pais e pode escolher usar coisas do mundo que talvez seus pais não usaram. Se conformarmos com o mundo e aceitarmos as suas coisas em casa, o crescimento e utilidade espiritual do casal sofrerão, gastaremos muito tempo sem edificação e haverá mais tentação para imitar aquilo que o mundo faz (1 Jo 2:15-17). O nível baixo da família apresentado pelas novelas e filmes é "veneno" para o casamento e para a família.
5. A FALTA DE CONFIANÇA (Gal. 5:20)
Uma das obras da carne que se manifesta às vezes no casamento é "ciúmes". A pessoa sente-se ofendida, ou traída, porque suspeita que há infidelidade, mesmo quando o cônjuge apenas fala com outras pessoas. Precisamos entender que no trabalho do lar, e fora dele, há necessidade de intercâmbio social, e que, dentro dos limites da santidade bíblica,isto não indica infidelidade ou impureza. Satanás é mestre em acusar falsamente para separar famílias e acusações sem provas não devem ser ouvidas seriamente.
6. A FALTA DE CASTIDADE (1 Co 7:5)
Um aspecto do casamento é que traz uma proteção contra a impureza sexual. Se os problemas menores não são tratados cedo, haverá uma separação no lado físico do casamento. Neste caso Satanás procura tentar à impureza, e infelizmente, o salvo também pode cair nesta armadilha, como aconteceu com Davi. Por isto, disse Paulo, as relações normais somente devem ser cortadas com "mútuo consentimento" e, por pouco tempo por causa de necessidades espirituais, mas nunca como forma de vingança.
Se acontecer a infidelidade, antes de julgar quem caiu e pensar em separação, a pessoa traída deve procurar examinar se não houve falta nos dois lados antes que aquilo aconteceu. Onde houve falhas, há necessidade do arrependimento genuíno (que deixa o pecado), e do perdão completo (que procura esquecer da ofensa) (Pv 28- 13; Ef 4:31,32; Hb 10: 17).
SERÁ QUE HÁ SOLUÇÃO?
Muitos casais, achando que não há solução para seus problemas matrimoniais, e ouvindo conselhos errados, chegam ao ponto de pensar numa separação. Contudo, esta nunca é a solução. O que é impossível para nós é possível para Deus, mas há condições.
Em João 2:1-11, vemos um casamento que começou com problema - faltou o vinho, e a alegria acabou logo. O que fazer? Felizmente o Senhor Jesus tinha sido convidado e Ele fez o que era impossível aos homens. Notamos o bom conselho de Maria naquela ocasião: "Fazei tudo o que ele vos disser". Observamos também que Ele não fez a parte deles quando mandou que enchessem os potes grandes com água e que levassem ao mestre-sala. Contudo, QUANDO OBEDECERAM TOTALMENTE a Sua ordem, Ele fez o que eles não puderam fazer- transformou a água em vinho, e foi o melhor vinho do casamento! Votou a alegria completa no casamento.
Não existe casamento sem problema, mas não existe problema sem solução. Todos os problemas de casamento têm sua raiz na desobediência à Palavra do Senhor. A solução é em reconhecer CEDO estas falhas e voltar humildemente para onde deixamos o caminho do Senhor. Fazendo isto, embora que levará tempo, o casamento melhorará e não piorará. Reconhecemos que não é fácil restaurar a flor que as raposas tem feito cair, mas outra flor pode crescer no lugar daquela, pois a raiz ainda vive, e enquanto há vida, há esperança. Se tivermos perdido uma colheita, não é motivo de arrancar a vinha que produzia tanta alegria. Com paciência, haverá outra colheita, e pode ser a maior.
O DIVÓRCIO
Antes de considerar os ensinos Bíblicos sobre o divórcio, seria bom lembrar algumas coisas em geral sobre a interpretação das Escrituras que têm influência sobre este assunto. A interpretação correta terá o apoio de toda a Escritura, mas nem sempre será como nós pensamos ou sentimos (2 Pedro 1:20). Também temos de manejar bem a Palavra, lembrando que há diferença entre Israel e a igreja (I Cor. 10:32 e II Tim. 2:15) e que não acharemos a doutrina para a igreja no Antigo Testamento, nem nos Evangelhos, mas nas cartas dos apóstolos (At 2:42). Trechos nos evangelhos, que não achamos nas cartas, muitas vezes são dirigidos ao povo de Israel, e não à igreja. Por exemplo, Mateus 24 revela o futuro dos judeus no tempo da tribulação que é muito diferente do futuro da igreja, revelado em I Tes 4:13-18. Veremos a importância destas coisas durante a meditação sobre o divórcio.
1. DIVORCIO NO ANTIGO TESTAMENTO
A) Deut 24:1-4: O divórcio não apareceu até os dias de Moisés, mais ou menos três mil anos depois do primeiro casamento. Os desvios do plano divino (de um homem com uma mulher para a vida inteira, vieram em etapas, primeiro a bigamia (Gen. 4), depois a poligamia (Gen. 6), e por fim o divórcio (Deut.24).Moisés não "ordenou" o divórcio, mas o "permitiu" por causa da dureza dos corações daquele povo que queria deixar suas esposas e casar com outras (Mat.19:7,8). Notamos também que somente os homens receberam esta permissão pela lei, e somente no caso de "coisa feia" descoberta na esposa. Havia muitas opiniões entre os judeus sobre estas "coisas feias" e alguns divorciavam simplesmente porque sua esposa não cozinhava como eles queriam. Evidentemente as "coisas feias" não incluíam o adultério, pois este pecado foi julgado com a morte (Deut. 22:22).
B) Malaquias 2:15,16: Os abusos desta lei aumentaram com tempo e no fim do Antiqo Testamento o Senhor condenou a infidelidade dos maridos às suas mulheres e disse que Ele "odeia o divórcio". Esta afirmação, sem qualquer exceção, ensina-nos como Deus ainda pensa sobre o divórcio nos dias de desvios em que vivemos. O fato que Ele permitiu divórcio na lei não indica que é a Sua vontade, como também o fato que ele permitiu o rei Saul em Israel não indicou que esta foi a Sua vontade. Deus respeita a vontade do homem e não impedirá seus desejos errados, mas avisa que haverá conseqüências dolorosas por causa deste desvio da vontade de Deus.
2. DIVORCIO NOS EVANGELHOS
A) Mateus 5:31, 32: Aqui Cristo citou Deut. 24:1 e as palavras "Eu, porém, vos digo", usadas várias vezes neste capítulo, mostram que a nova aliança exige uma santidade maior do que a lei de Moisés. Notamos também que aqui o divórcio é permitido somente para o homem, e apenas no caso da prostituição da mulher (Mat. 5:32 -Corrigida). A explicação desta permissão será dada logo mais.
B) Mateus 19:3 a 12: Aqui, voltando para o primeiro casamento, e não à lei, o Senhor ensinou os fariseus claramente sobre a indissolubilidade do casamento como planejado por Deus desde o princípio. Mais uma vez, a permissão é dada (v.9) para o homem divorciar sua mulher no caso da sua "prostituição". Muitos pensam que Cristo aqui deu a permissão para todos cujos cônjuges têm sido infiéis, a procurarem o divórcio, mas há várias razões importantes que mostram que este não é o caso.
É somente em Mateus que esta cláusula é dada. Em Marcos 10: 10,11 e Lucas 16:18, onde Cristo ensinou sobre o divórcio, ela não aparece. Lembrando o que foi mencionado no início sobre manejando bem a "Palavra", devemos lembrar que Mateus foi usado para escrever principalmente com o JUDEU em mente, e que nem tudo que escreveu tem aplicação para a igreja.
A base desta permissão é por causa da PROSTITUIÇÃO da mulher (Corrigida). Reconhecendo que a palavra "pornéia", que o Senhor usou aqui, às vezes pode ser traduzida " relações sexuais ilícitas" ou "fornicação", nunca deve ser traduzida assim quando a palavra "moicheia" (adultério) também está no mesmo versículo, como aqui, pois neste caso Deus fala sobre dois pecados diferentes, e não somente sobre impureza sexual em geral. Prostituição é participar no ato sexual antes de ser casada. Adultério significa a relação sexual depois, mas fora do casamento.
Em Marcos 7:21, onde também os dois pecados são mencionados juntos, a Bíblia Atualizada corretamente usa "prostituição" e isto nos faz perguntar porque não foi traduzida assim em Mat. 19:9? Possivelmente os tradutores não entenderam como a mulher casada pode praticar a prostituição.
A dificuldade sobre como a mulher casada podia praticar a prostituição é facilmente explicada se lembrarmos do contexto judaico do Evangelho de Mateus. Pela Lei o casal era considerado marido e mulher desde o começo do DESPOSADO, mas não tiveram relações sexuais até o dia das bodas, mais ou menos um ano depois. Se acontecesse infidelidade na mulher durante este período, o casamento podia ser anulado pelo divórcio, e, se o homem quisesse, ela podia ser a apedrejada de acordo com a lei. No caso de José e Maria, que estavam neste tempo "desposado", José pensou em divorciar Maria pela infidelidade suspeitada nela antes que o anjo o esclarecesse (Mt 11: 18-25). Este é o caso governado pela cláusula em Mateus 5:19.
Para esta cláusula ter aplicação para a Igreja hoje, seria necessária a repetição dela nas cartas dos Apóstolos, pois a base da Igreja desde o princípio foi a doutrina dos Apóstolos ( Atos 2:42).
C) Marcos 10:11,12 e Lucas 16:8 -: Estes trechos ensinam claramente que o homem ou mulher que se divorcia e casar de novo, por qualquer motivo está vivendo no pecado do adultério. O casamento original ainda é válido aos olhos de Deus e não há exceção qualquer mencionada aqui.
3. A DOUTRINA DOS APÓSTOLOS
Quando examinarmos a doutrina dos apóstolos que é a base para a igreja, não achamos a
Cláusula de Mateus em qualquer lugar nas cartas. Este fato é de suma importância em entender a vontade de Deus para Sua igreja hoje.
A) Rrn 7:2,3. Aqui o assunto não é o matrimônio, mas Paulo usa o matrimônio como figura da nossa posição em Cristo. Contudo, esta comparação revela que ao seu ver inspirado, o casamento pode ser anulado somente pela morte.
B)I Co 7:15. Sendo que o assunto aqui é casamentos infelizes, esperaríamos uma menção aqui da cláusula de Mateus, se aplicasse à igreja, mas não aparece. O ensino geral e claro do trecho é que o salvo nunca deve procurar uma separação.
C) 1 Co 7:39. A morte anula o casamento permitindo o segundo casamento da pessoa viúva, se for indicado pelo Senhor.
D) Ef 5:22-32. Aqui o casamento é comparado à união que existe entre Cristo e a igreja. O divórcio estraga completamente esta figura. (Lembramos da severidade com que Deus tratou Moisés por ter estragado uma figura do Senhor Jesus Cristo - veja Num. 20:11,12; Dt 3:23-27).
4. CONCLUSÃO
Por causa destas considerações bíblicas, cremos que o divórcio não é opção divina para casados com problemas, mesmo no caso de adultério. O fato que é permitido pelas leis do pais não é suficiente para a igreja seguir o mundo neste caso. As leis estão mudando rapidamente na direção contra a Palavra de Deus, como também nos casos de disciplina de crianças e sobre homossexualidade. Já chegou a hora para aplicar Atos 4:19, e "ouvir a Deus antes dos homens"nestes casos.
5. OBJEÇÕES
Muitas vezes versículos são citados para procurar justificar o divórcio em certos casos. O argumento sobre o sofrimento da parte inocente quando acontecer infidelidade é muito tocante, e sem dúvida este sofrimento merece nossa profunda compaixão e consolação, mas temos de lembrar algumas coisas importantes. Nem sempre Deus tira o sofrimento porque quem sofre é o inocente. Por exemplo, os escravos na igreja primitiva sofriam injustamente, mas não podiam rejeitar tal sofrimento. Os que nascem cegos, deformados, etc. sofrem inocentemente, mas ficarão assim até a morte. Outra coisa, às vezes não há parte completamente inocente no casamento infeliz, pois a infidelidade pode ser provocada pela desobediência da outra parte à Palavra de Deus como, por exemplo, exemplo I Cor. 7:5 e as relações foram paradas sem consentimento mútuo. Outra coisa, talvez o maior sofrimento inocente será causado pelo divórcio - o sofrimento dos filhos inocentes.
Talvez a objeção mais comum é que se o divórcio e novo casamento aconteceram quando eram descrentes, não há mais problema porque " as coisas velhas já passaram e agora tudo é novo" desde a conversão (II Co 5:17). Contudo o contexto deste versículo mostra que o que já passou é a nossa atitude orgulhosa e pecaminosa de viver para nós mesmos (v.15) e a condenação eterna que este pecado merece. As conseqüências do pecado com relação desta vida não terminaram com a conversão, e muitas vezes precisam de uma restituição, e às vezes duram para a vida inteira. Por exemplo, o casal que vivia junto sem casar antes de converter-se ainda precisa casar-se legalmente para ter comunhão com a igreja; O homem que se converteu na prisão não sai livre porque agora é nova criatura, mas ainda tem de pagar a dívida perante a sociedade. O homem que perdeu seu olho na briga quando descrente não recebe a vista quando se converter, ficará cego até a morte. Davi foi perdoado, mas sofreu as conseqüências da sua impureza até o fim da sua vida. A verdade desagradável "não vos enganeis, aquilo que o homem semear, isso também ceifará" (Gal. 6:7). continua em vigor depois da conversão.
O uso de I Cor 6:11 para receber pessoas divorciadas e novamente casadas na comunhão da igreja como "novas criaturas",esquece algo importante. Aquelas pessoas em Corinto não continuavam a viver na impureza depois de crer, e os versículos seguintes ensinam a necessidade de deixar estes pecados. Quem vive com quem não é o primeiro cônjuge (e nunca foi viúvo) ainda vive em pecado, e isto precisa duma correção antes de estar em comunhão com a Palavra de Deus e com a Sua igreja, pois o impuro não pode ser recebido em comunhão (I Co 5:11). A restituição possível (embora muito dificel) neste caso seria a separação deste pecado de adultério. Estes são "eunucos por causa do reino os céus ", (Mt 19:12) e muitos têm feito isto para servir ao Senhor e não ser obstáculo ao cônjuge legítimo arrependido.
Em I Cor. 7:17, 20,24, a "vocação em que foi chamado" não fala sobre pessoas divorciadas antes da conversão, mas sobre circuncidados e não circuncidados,escravos e livres,como o contexto prova. O apelo baseado na compaixão do Senhor em perdoar a mulher adúltera em João 8, esquece das últimas palavras do Senhor para ela: "Vai-te e não peques mais ".
Sabemos que há situações muito complicadas, e irreversíveis, mas que estas considerações solenes possam ajudar-nos a entender melhor a indissolubilidade e santidade do casamento e ajudar casais com problemas resolver estes problemas sem pensar no divórcio, mas no arrependimento e no perdão verdadeiro (I Jo 1:9; Ef 4:32).
Queridos, o que você tem de mais importante na sua vida?
Como anda sua vida depois da cruz?
Saber que somos aceitos pelo papai do céu, nos leva a entender que nada mais adianta nessa vida terrena que não seja a presença do nosso Deus...
Esse amor que nos constrange a cada amanhecer nos faz refletir que não somos nada e nem merecemos esse amor que vem de Jesus Cristo, único, fiel e verdadeiro... ELE foi fiel até o fim.
Somos arrogantes, prepotentes, questionadores, mas Ele não se preocupou com o que iríamos pensar...
Não merecíamos tão grande sacrifício...
Mas Ele se dispôs do seu trono, da sua glória, por amor a mim e a você.
Fica alguns questionamentos, será que somos capaz de responde-los:
- O que seríamos de nós sem Jesus na cruz?
- O que você tem feito para Jesus?
- Tem abdicado do seu eu por amor a Ele?
- Tem esquecido seus desejos por amor a Ele?
Amados, Jesus te ama e anseia por tua presença, mas entenda que é preciso renuncia diante dos fatos, que na maioria das vezes nos afasta da glória de Deus. Ele diz: “EU sou o caminho, a verdade e a vida, e ninguém vem ao Pai a não ser por mim”.
Ele é o caminho para que sua vida tenha um sentido diferente, para que sua vida tenha um caminho de abundancia, para que sua vida caminhe para uma única direção: JESUS.
Jesus ama você do jeito que você se encontra neste exato momento, Ele levou sua culpa, seus pecados para a cruz, o seu único desafio com você hoje, é a renuncia, que é preciso determinação para detê-lo.
Não adianta insistir naquilo que você tem por certo á incerteza, Jesus é nosso único amigo que pode nos tirar da escuridão, trazendo aos nossos olhos o brilho reluzente de amor que nos constrange a cada novo amanhecer.
Hoje você é livre pelo preço que foi pago na cruz do calvário...
Ele não questionou...
Não murmurou...
Não pensou se valia a pena ou não...
Ele foi, porque sabia que iria valer a pena.
Para mim valeu a pena aquele sofrimento... e para você?
As dores foram tamanhas, mas Ele foi até o fim para que você se arrependa e se rendasse aos seus pés.
As nossas respostas revelam muito da nossa visão, do nosso conhecimento, do nosso discernimento, do nosso compromisso, da nossa fé.
O que esta dentro de você é uma fé para mudar a situação da sua vida, da sua caminhada... Mude agora sua vida com Jesus, pois Ele nos deu o poder de decisão, mas queridos, o Senhor não vai interferir na sua escolha, porque Ele já levou suas dores para que você tivesse o livre arbítrio de escolher entre Jesus ou satanás, entre amor ou o ódio, entre o céu e a terra.
Tudo que eu tenho é Cristo...
Jesus é minha vida...
Amados arrependam-se e corram para os braços do Pai...
Ele te ama e se entregou por amor a você, morram para tudo aquilo que te afasta da glória de Deus, a graça do PAI em nossas vidas é o bastante para levarmos uma vida em santidade. Pois o desejo de adorar o Pai vem dEle, porque não somos dignos nem de querer sentimos esse prazer, o Senhor derrama em nossas vidas esse desejo de AMAR... GLORIFICAR... EXALTAR... ENGRANDECER...
Tudo vem dEle e pra Ele são todas as coisas, a Ele a glória, como assim diz a canção.
Rendam-se por completo aos pés do Senhor e declare que Ele é Santo, Santo, Santo...
Ele é Senhor, Deus todo poderoso!
Ir. Alexsandra Silva é membro da Ig. Batista Filadélfia\THE e escreveu com exclusividade para esse blog.
ATIVISMO: no sentido filosófico, pode ser descrito como qualquer doutrina ou argumentação que privilegie a prática efetiva de transformação da realidade em detrimento da atividade exclusivamente especulativa.
Texto base: Oséias 11
Encontramos muitos cristãos ATIVISTAS que perderam o foco do SENHOR, e hoje se dedicam a outros deuses; é certo que o não chamamos de deus, mas vejamos: trabalho, tempo, dinheiro, posição, projetos; se tudo isso é importante para você; você acaba de afirmar que “Eu tenho outro deus e não tenho tempo para escutar o Deus verdadeiro”. Ah!, Mas você ainda não afirmado isso, me diz: “Você sabe quanto custa uma família; manter uma casa; manter um lar? Um filho? – Você sabe quais horas vou dormir? Que horas eu acordo? Quanto trabalho eu ainda tenho?”; suas atitudes mostram realmente que você não põe Deus em primeiro lugar; e você está ficando cada vez mais vazio e mais ansioso, e essa ansiedade te levará a trabalhar cada vez mais, a querer mais dinheiro, a buscar mais relacionamentos – em outras palavras, você se encontrará ainda mais escravo desses deuses; tentando buscar sua felicidade em todas essas coisas; substituindo o lugar de Deus em sua vida e dando lugar ao ATIVISMO, é ele quem tem consumido todos os seus esforços, é ele quem anda ocupando seu tempo e seu pensamento, é ele quem está tomando seu coração (Lucas 12:34). Se você coloca tudo isso em prioridade em sua vida, Deus nunca ocupará o segundo lugar, por que ninguém pode servir a dois senhores, porque desprezaria um e amaria ao outro (Mateus 6:24), e por conta disso que muita gente está quebrada, vazia, infelizes e destruídas. Mas se você está lendo essa mensagem, saiba que Deus ainda não desistiu de você Ele quer comprometimento seu, quer que tenhamos Ele como único Deus de sua vida, pois Ele ainda está a te chamar.
Em Lucas 18:10 temos a seguinte parábola onde dois homens pararam tudo e foram buscar Deus: “Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: O Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: O Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.“
O publicano foi para casa, alegre, feliz, modificado – é impossível uma pessoa se encontrar com Deus e viver do mesmo jeito (disse Jesus: “ele foi justificado pra casa”), porém o fariseu, embora estando do mesmo lugar na busca com Deus, ele não o encontrou e não foi justificado pra casa. Por que isso aconteceu? Jesus explica isso dentro da própria parábola: “Todo o que se exalta será humilhado e aquele quem se humilha será exaltado” – a soberba do fariseu estava em dois grandes pontos (a comparação (v.11)e o orgulho (v.12)) e isso lhe afastou de Deus. João em um determinado momento disse: “O primeiro passo para a soberba é a comparação”, o fariseu olhava para si mesmo, e depois ele olhava para os outros e dizia: “O Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano”, ao invés de ir para a casa de Deus com os olhos fitos em Deus, ele ia se comparando, se achando melhor que os outros, criticando... É claro que esse fariseu não iria escutar Deus!, pois ele estava bastante ocupado se vão gloriando (orgulhoso). A comparação leva a divisão e essa foi a única maneira que satanás encontrou para promover a destruição da igreja; Jesus disse “Todo o reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá.”(Mateus 12:25). A comparação além de levar a divisão ela enche o vosso coração de orgulho. E algumas pessoas, atualmente falam: “O Deus, graças te dou porque sou Batista; e não sou Assembléiano”; “Graças te dou porque sou Presbiteriano e não Adventistas”; “Obrigado Senhor, porque estou na VISÃO e não estou no MUNDO”... Enquanto isso, essas pessoas não conseguem ouvir Deus e permanecem vazias, quando mais vazias estão, mais se envolvem com as criticas, e quanto mais critica mais se envolve com as comparações, e quanto mais compara, mais promove a divisão, com isso afasta mais e mais pessoas de Deus. O problema principal desse fariseu foi ter tirado os olhos do SENHOR e ter colocado os olhos nas coisas de Deus, jejuando não para consagração para Deus e sim porque era tradição, dando o dizimo de tudo não porque era lei e sim porque assim estaria protegido, orando não para ter um contato com o Senhor e sim para ter a sua integra benção e gozar da sua graça – o fariseu se dedicava tanto as coisas de Deus que ele nem se quer percebeu que Jesus estava passando por Jerusalém naqueles dias e o pior, criticarão Ele, crucificaram Ele porque amaram mais as coisas de Deus do que o próprio Deus; amaram mais a religião do que o Senhor. Antes que me critiquem quero deixar bem claro que não estou dizendo que não devamos servir ao Senhor e fazer as coisas para Ele; o que estou querendo dizer é que essas coisas não podem ser o nosso foco, pois o nosso foco sempre deve ser JESUS.
Espero que você venha a entrar no seu quarto, trancar a porta e ter um verdadeiro momento com Deus e o colocando no principal local da sua vida. Dando toda a atenção apenas para Ele, porque Ele dará a atenção para as demais coisas por você.
Venho hoje falar de uma forma bem simples, mas com uma mensagem impactante para nossas vidas, sejamos nós solteiros, casados, viúvos ou separados.
É certo que tudo que está aos nossos olhos no põe como um cheiro e um gosto muito bom, porém não temos uma visão de tudo, nossa visão não enxerga além das paredes do tempo, do oculto; porém nosso Senhor Jesus Cristo nos deixou um manual de conduta para que nunca venhamos a olhar o mundo com nossos olhos, mas a deixarmos Ele nós guiar e nos levar aos locais que Ele deseja para nós, você e eu somos escolhidos por Ele e por sermos escolhidos cada um de você que recebe essas mensagens, que só toma o teu tempo ou coisa do gênero, mas em cada uma dela tem um pedido dEle, e amigos, reflita sobre sua vida, reflita sobre seu agir, e tenha visão de Deus em sua vida.
“Assim, o seduziu com palavras muito suaves e o persuadiu com as lisonjas dos seus lábios.
E ele logo a segue, como o boi que vai para o matadouro, e como vai o insensato para o castigo das prisões;
Até que a flecha lhe atravesse o fígado; ou como a ave que se apressa para o laço, e não sabe que está armado contra a sua vida.
Agora pois, filhos, dai-me ouvidos, e estai atentos às palavras da minha boca.
Não se desvie para os caminhos dela o teu coração, e não te deixes perder nas suas veredas.
Porque a muitos feridos derrubou; e são muitíssimos os que por causa dela foram mortos.
A sua casa é caminho do inferno que desce para as câmaras da morte.” Provérbios 7:21-27
Poderia dar mil exemplos de homens e mulheres de Deus, que estavam atentos Sua voz e só faziam o que Deus queria que fizessem. Quantos há que talvez tenham a fama de não estarem a fazer nada para o Senhor, e vão receber um galardão maior de que alguns cheios de atividades.
Jó durante um ano aparentemente não fez nada, a não ser sofrer, e perder. Zombado e acusado pelos seus supostos amigos, que no fim tiveram que lhe pedir perdão. Quanto a Jó por três ou quatro vezes que Deus disse: “o meu servo Jó!". Não sabemos qual foi o serviço que Jó fez que tanto agradou ao Senhor. Apenas Jó mostrava à Satanás que amava a Deus sobre todas as coisas.
É certo que o mundo mudou. Mas o Senhor não mudou os Seus ensinos. Nunca nos devemos deixar influenciar pelos juízos humanos, mas sim procurarmos a direção do Senhor através da sua Palavra (a Bíblia).
Que o Senhor nos dê a Graça para sermos só guiados pelo Seu Santo Espírito e não pela nossa vontade ou a dos outros.
Existem algumas práticas do judaísmo, que foram tiradas de elementos da cultura da época e separada ou adaptada para uso judaico e, portanto, bem anteriores a lei de Moisés. A pascoa, que era uma festa entre os pastores nômades que comemoravam a entrada da primavera, e Deus descreveu o sacrifício do cordeiro e tornou uma festa particular - a páscoa do Senhor (Gn 12:11 ). Outra prática anterior a lei de Moisés está a prática de dizimar a uma autoridade representante da divindade. E Deus descreveu as regras, os objetivos e o uso dos dízimos na lei para o povo de Israel. Nesta postagem pretende-se fazer uma reflexão sobre uma destas práticas, o dízimo.
Discordo de quem afirma que o dízimo não pode ser dado para quem vive sobre a graça de Jesus. O cristão hoje é livre, se ele quiser dizimar o faz de por gratidão e não por obediência a lei. No Antigo testamento havia uma obrigatoriedade para com a lei, hoje há uma voluntariedade como era na era anterior a lei.
A prática de dizimar é bem mais antiga que a própria Lei. Em Gênesis 14.18-20: Abraão deu o dízimo dos despojos da guerra ao Rei Melquisedeque, sacerdote do Deus altíssimo. Isto aconteceu aproximadamente quinhentos anos antes da promulgação da lei ao povo hebreu. Jacó ao fugir de Esau, fez um voto ao Senhor, pedindo proteção e benção em sua viagem, dizendo que ao voltar daria ao Senhor o dízimo de tudo quanto tivesse ganhado. (Gn 28.20-22). Em ambos os acontecimentos, não havia uma lei que ordenava a Abraão ou a Jacó a darem o dízimo. Eles fizeram voluntariamente. Abraão por gratidão a Deus, pois sabia que o Senhor estava no controle de tudo e sua vitória foi concedida por Ele. Jacó em retribuição as bênçãos recebidas. Não há relatos que Isaque, José ou seus irmãos dizimaram a alguém.
Pe. Fabio de Melo explica o dizimo na Igreja Católica.
Apesar dos líderes (pastores, bispos, apóstolos, patriarcas, etc...) citarem excessivamente o antigo testamento para defender a obrigatoriedade do dízimo, mesmo se dizendo levitas, não estão dispostos a pagar o preço de ser levita. Pois os levitas não podiam ter posses ou herança. “Disse também o Senhor a Arão: Na sua terra, herança nenhuma terás e, no meio deles, nenhuma porção terás. Eu sou a tua porção e a tua herança no meio dos filhos de Israel.” (Nm 18.20). Os Dízimos hoje são cobrados para os líderes manterem a pompa. Carros de luxo, coberturas, prédios suntuosos etc... O Dízimo na lei de Moisés era destinado a prover as necessidades básicas dos levitas. ”Aos filhos de Levi dei todos os dízimos em Israel por herança, pelo serviço que prestam, serviço da tenda da congregação. E nunca mais os filhos de Israel se chegarão à tenda da congregação, para que não levem sobre si o pecado e morram. Mas os levitas farão o serviço da tenda da congregação e responderão por suas faltas; estatuto perpétuo é este para todas as vossas gerações. E não terão eles nenhuma herança no meio dos filhos de Israel. Porque os dízimos dos filhos de Israel, que apresentam ao Senhor em oferta, dei-os por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel, nenhuma herança tereis.” (Nm 18.21-25) Veja também II Cr 31.13-19
Os dízimos também tinha como finalidade a beneficência aos estrangeiros, órfãos e as viúvas. “Então, virão o levita (pois não tem parte nem herança contigo), o estrangeiro, o órfão e a viúva que estão dentro da tua cidade, e comerão, e se fartarão, para que o Senhor, teu Deus, te abençoe em todas as obras que as tuas mãos fizerem.” (Dt 14.29). Atualmente as “igrejas“ fazem o culto do quilo (cada membro traz um quilo de algum alimento), ou arrecadam alimentos na comunidade para fazer cestas básicas para darem aos mais necessitados da congregação. Tocar no dízimo para este fim é fora de cogitação, mesmo sendo bíblico.
Atualmente os dízimos estão sendo direcionados para os proprietários das denominações, ou para a oligarquia religiosa que as comandam. Portanto os dízimos no antigo testamento estavam destinados a suprirem os levitas, não eram usados para construção do tabernáculo ou do templo. O dízimo não era dinheiro, nem ouro e nem prata. Lendo Dt 14.24-27, isso fica bem claro.
Hoje vivemos na dispensação da graça, houve mudança na ordem sacerdotal e da lei. Na epístola aos hebreus, a palavra assevera que a lei de recolher o dízimo do povo foram dada aos sacerdotes filho de Levi e que este sacerdócio tem uma ordem. “Ora, os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm mandamento de recolher, de acordo com a lei, os dízimos do povo, ou seja, dos seus irmãos, embora tenham estes descendido de Abraão.”(Hb 7.5)
“7Evidentemente, é fora de qualquer dúvida que o inferior é abençoado pelo superior. 8Aliás, aqui são homens mortais os que recebem dízimos, porém ali, aquele de quem se testifica que vive. 9E, por assim dizer, também Levi, que recebe dízimos, pagou-os na pessoa de Abraão. 10Porque aquele ainda não tinha sido gerado por seu pai, quando Melquisedeque saiu ao encontro deste11Se, portanto, a perfeição houvera sido mediante o sacerdócio levítico (pois nele baseado o povo recebeu a lei), que necessidade haveria ainda de que se levantasse outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão? 12Pois, quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei.. “(Hb 7.7-12)
O texto acima deixa claro que os sacerdotes Levíticos recebiam os dízimos segundo a lei (v 5), Porque através deles (sacerdotes Levíticos) o povo recebeu a lei (v 7) e mudando-se o sacerdócio, a lei precisa também ser mudada (v.12). Deus enviou outro sacerdote porque o sacerdócio levítico não era perfeito (v11). Toda a lei de Moisés foi abolida por Jesus, inclusive o dízimo. Os líderes religiosos atuais não são da ordem levítica, e as regras para o dízimo fora direcionada especificamente aos filhos de Levi, aos que receberam o sacerdócio do Senhor Deus. E Jesus afirmou que a lei e os profetas duraram até João (Lucas 16.16). Mudou o sacerdócio e a lei, inclusive a obrigatoriedade do dízimo.
Além do texto de hebreus, existem mais duas referências ao dízimo no novo testamento. Vejamos: Em (Mt 23.23 e Lc 11.42) Jesus censurou os escribas e fariseus, dizendo-lhes: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas! 24Guias cegos, que coais o mosquito e engolis o camelo!”
Esta é a única passagem no novo testamento que os defensores da obrigatoriedade do dízimo usam em defesa de sua teoria. Mas Jesus está afirmando que a justiça, a bondade e a honestidade são mais importantes que o dizimar. Afirmam que embora dizendo que o dízimo é menos importante que a justiça, a misericórdia e a fé, ele recomendou a manutenção dessa ordenança da lei, dizendo: “devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!”. A razão de Jesus ter afirmado isso é que naquele momento Ele estava cumprindo a lei. O fim da lei é Cristo (Rm. 10:4). Portanto, Jesus ainda não tinha sido crucificado. A nova dispensação não se iniciou com o Seu nascimento, mas na Sua morte (Gl 3.22-25 e 4.4, 5). O sinal foi o véu do templo rasgado de alto a baixo. Naquele momento toda a ordenança da lei de Moises foi encerrada, iniciado a nova aliança pelo Seu sacrifício.
Jesus disse: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra.”( Mt 5.17 e 18). E Jesus cumpriu a todo o cerimonial da lei conforme (Lc 2.22-39). O apóstolo Paulo afirma que se a justiça provem da lei, segue-se que Cristo morreu em vão (Gl 2.21).
Jesus disse: “Se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus.” (Mt 5.20). Foi exatamente para os escribas e fariseus que Jesus ordenou que cumprissem a lei de Moisés, a qual ordenava o dízimo. (Mt 23:23) Na nova aliança não precisamos voltar a ritual da lei Mosaica, não somos judaizantes ou uma seíta do judaísmo, não somos remendo novo em pano velho. O cristianismo é vinho novo e não pode se colocado em odres velhos..
O mais interessante é que atualmente quando as instituições que usam esta passagem como base para defender a obrigatoriedade dos dízimos vão escolher seus líderes, eles consideram o primeiro critério ser dizimista. E se o dízimo for alto ai então não precisa nem provar ser honesto e justo.
Silas Malafaia defendendo o dizimo…
A Outra passagem neotestamentária que se refere a dízimo está na parábola do fariseu e do publicano (Lc 18.9-14), ”Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado”.
Jesus colocou outra vez o dízimo, e outros rituais da lei como coisa menos importante. Suplicar a misericórdia do Senhor é superior a ser dizimista fiel. Quanta semelhança com os nossos dias em que o dízimo esta se transformando em instrumento de troca com Deus! Colocam até Deus na parede exigindo a benção em troca dos dízimos dado. O apóstolo Pedro adverte sobre este nosso tempo em II Pedro 2.1-4.
Trízimo do Apóstolo Valdomiro
Em algumas instituições religiosas é vetado ao líder dizimar no local onde administra. Porque o líder não pode administrar seu próprio dízimo. Vejamos o texto: “Quando o caminho te for comprido demais, que os não possas levar, por estar longe de ti o lugar que o Senhor, teu Deus, escolher para ali pôr o seu nome, quando o Senhor, teu Deus, te tiver abençoado, então, vende-os, e leva o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que o Senhor, teu Deus, escolher. Esse dinheiro, dá-lo-ás por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, ou ovelhas, ou vinho, ou bebida forte, ou qualquer coisa que te pedir a tua alma; come-o ali perante o Senhor, teu Deus, e te alegrarás, tu e a tua casa; porém não desampararás o levita que está dentro da tua cidade, pois não tem parte nem herança contigo..” (Dt 14.24-27).
Trízimo dos Desempregados?
Impossibilitado de dar o dízimo, O Senhor instruiu, que o seu dízimo deveria ser vendido, e o dinheiro colado na tua mão, (não na mão do levita, nem do pastor) e comprar o que tua alma desejar, no local onde o Senhor escolher para ali por o seu nome. Aqui está um caso em que o Senhor ordena a administrar seu dízimo. Além de não desamparar o homem de Deus que está na tua cidade.
Não estamos mais debaixo da obrigatoriedade da lei, e não também devemos nos submeter a escravidão institucional. Se você conhece um obreiro, e sabe que ele é homem de Deus, e o Espírito de Deus te tocar, você pode dar tua oferta, dízimo ou contribuição para salário dele. Como Abraão dizimou a Melquisedeque no período anterior a lei. Isso é melhor do que você dar dinheiro para uma “igreja” que está contribuindo para outro cristianismo, um pseudo cristianismo que defende o aborto como planejamento familiar e usa seu dízimo para comprar rádio ou televisão a serviço do anticristianismo.
Dizimo na Igreja Universal do reino de deus.
Você quer contribuir para o reino de Deus ou reino do Diabo?. Os lobos devoradores afirmam que não se deve procurar saber o que estão fazendo com os dízimos. O dever do mebro é dar, o deles e administrar. “Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos “(Ap 18.4)
As instituições religiosas de hoje ensinam: a usar o dízimo como instrumento de barganha; como fundo de investimento da fé; como intermediário entre a benção e Deus, ou como porção repelente do devorador. Não tendo base bíblica no novo testamento apelam para o antigo testamento, um dos textos mais usados é Malaquias 3:10. No entanto se meditarmos nos livros de II Cr 31.5-12 e Ne 12.44-47 vamos encontrar a resposta porque Deus mandou Malaquias levar o dízimo a casa do tesouro. Lá você encontra que tipo de mantimentos são esses. Em Atos dos apóstolos 7.48 e 17.24 a Palavra afirma que Deus não habita em templos feitos por mãos de homens. Quando Jesus ordenou os discípulos a pregar, ele falou:” Nada leveis para o caminho: nem bordão, nem alforje, nem pão, nem dinheiro; nem deveis ter duas túnicas”( Lc 9:3)
Os dízimos não são obrigatórios na graça, mas quem quer usar a lei para o tornar obrigatório também tem cumprir o que a lei determina. Se alguém quiser dizimar hoje, o faz por adoração a Deus. Voluntariamente, sem pressão institucional como era anterior a lei.
"Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam" (Sl 24.1). Você é apenas um mordomo, tudo é do Senhor e não apenas 10%. Deus requer muito mais que o dízimo, Ele quer sua vida, suas atitudes.
Caio Fabio explica sobre o dizimo
Como participantes de uma aliança superior, temos sido contemplados com maiores bênçãos. O crente na atual dispensação é levado a contribuir constrangido pela lei do amor e da gratidão, por estar recebendo maiores bênçãos de Deus (SI 103.1,2). E independente de dízimos, no novo testamento encontramos base para contribuir para o sustento renumerado de obreiros que dão tempo integral à obra de Deus. Sem o profissionalismo religioso. Vejam-se os exemplos: Paulo recebeu salário de determinadas igrejas para servir aos crentes em Corinto (2 Co 11.8); O pastor que emprega tempo integral na assistência à igreja é digno do seu salário (1 Tm 5.18); Paulo ensinou à igreja de Corinto a sustentar os pregadores do Evangelho (1 Co 9.4-14); Timóteo foi advertido por Paulo a não cuidar dos negócios seculares para se sustentar (2 Tm 2.4); Pedro disse que a única ocupação dele e de seus companheiros de ministério era a oração e a pregação (At 6.4); Os apóstolos de Jesus viviam das ofertas que recebiam. Em João 12.6 lemos que existia uma bolsa onde eram depositadas as contribuições para o sustento dos discípulos, e Judas fazia as compras com o dinheiro aí depositado (Jo 13.29).
O dízimo é bíblico e está na lei. Mas também é bíblico: “A circuncisão (Gn 17.23 a 27); o sacrifício de animais. (Lv 6.8-13); o apedrejar adúlteros (Lv 20.10 e Dt 22.22); a guarda do sábado (Lv 23.3) e outros preceitos. É bíblico, mas para quem vivia sob a lei.Você cumpre todas estas ordenanças na graça? Porque só os dízimos? Pense nisso.
Quão ingênuo nós somos! Quão cheios da verdade pensamos ser... E o que na verdade somos? O que buscamos? E agora te pergunto... Quão ingênuo nós somos? Quantas diversões e bobagens nos entregamos... Será que tudo isso vale\valeu a pena? Até quando você continuará nesta sua indecisão? Vai continuar buscando no pecado a busca para sua realização? Quão ingênuo você é \ Quão ingênuo nós somos….
“... prometi que não iria ceder a pornografia mas não resisti... tentei ao máximo, mas algo mais forte me derrubou não aguentei e e vi videos pornograficos...” “Eu prometi não masturbar mais contudo não aguento toda vez que estou sozinho eu não me controlo...” “ Passei muito tempo sem sexo e agora cai de novo”... “Mas uma vez me pego pensando em sexo com homem... em adultério... não resisto ao bate papo sexual...”
Situações reais como estas fazem parte da triste verdade vivida por muitos cristãos fiéis que lutam contra os pecados sexuais. Pessoas que embora pagam o preço para a libertação de tais vicios e pecados se encontram as vezes sem forças e desesperadas ao se depararem com aquilo que elas haviam pensado ja haver dominado ou superado.
E então? O que fazer quando recaimos e voltamos ao pecado do qual ja haviamos prometido que não o fariamos mais?
Amados, a principal coisa que devemos entender é que enquanto estivermos nesse corpo de carne estaremos sujeitos aos desejos e impulsos da natureza humana. O que quer dizer isto? Que Deus sabe que teriamos lutas e conflitos e ele entende que somos feitos de pó (salmo 103:14). Quero dizer que enquanto estivermos vivos seremos tentados a cometer exatamente aquilo ao que nos opomos, a carne tem seus próprios desejos e tais desejos sempre se opõem ao desejo do Espirito.
Sabendo Deus de que somos pó (carne) e que falhariamos mesmo com nossas melhores intenções e busca pela santidade Ele disse: "Os passos de um homem bom são confirmados pelo SENHOR, e deleita-se no seu caminho. Ainda que caia, não ficará prostrado, pois o SENHOR o sustém com a sua mão." Salmos 34:23-24 "Porque sete vezes cairá o justo, e se levantará; mas os ímpios tropeçarão no mal." Provérbios 24:16
“... Porque sete vezes cairá o justo, e se levantará...”
Você é justo meu amado(a), perfeito não, mas justo sim em Cristo Jesus, Ele é o que nos justifica diante de Deus (Rom. 3:23-26). Sendo assim está palavra se aplica a você quando a ler. Mas este versiculo diz o seguinte: Você poderá cair sete vezes (o número 7 representa na biblia a plenitude, ou seja a quantidade que de vezes que for e não somente 7 em si), ... se você cair 7 vezes –qualquer número de vezes – o Senhor ainda o levantará. Alegre-se, pois ainda há perdão para os seus pecados e falhas. SALVO O PECADO DE MORTE QUE É A REJEIÇAO CONSCIENTEMENTE E PLENAMENTE DE JESUS – PARA O PECADO DE MORTE OU BLASFEMIA CONTRA O ESPIRITO SANTO (NEGANDO A DEUS CONSCIENTEMENTE DEPOIS DE HAVER CONHECIDO DOS PODERES CELESTIAIS) ai então é impossivel ser restaurado (Hebreus 6;10).
Há muitas pessos presas e caidas na escuridão do pecado por haver pensado que abusaram da graça e que não há mais perdão para ele e seus pecados. Por isso mencionei acima sobre o pecado de morte. Outros estão presos pelo o seguinte versículo: "Quem comete o pecado (tradução correta = AQUELE QUE VIVE NA PRÁTICA DO PECADO) é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo. Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado (QUER DIZER = NÃO VIVE NA PRÁTICA DO PECADO); porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus." 1 JOÃO 3:8-9
Aquele que tem prazer no pecado e peca todo dia sem sensação de estar falhando a Deus ainda não tem salvação nele... mas não é o seu caso. Nós pecamos, mas não vivemos na prática assumida do pecado, ISSO FAZ TODA A DIFERENÇA. A TRADUÇÃO CORRETA DESTE VERSICULO NO GREGO SE REFERE AOS QUE VIVEM NA PRÁTICA CONSTANTE DO PECADO. Sendo assim se você esta lutando contra o pecado embora falhando de tempo em tempo, você ainda pode e deverá ser restaurando ainda hj em nome de Jesus.
É normal a luta na área sexual para todo ser humano, indiferente da raça, religião, e classe social. No meio evangélico isto não é diferente, afinal a igreja de Cristo, nada mais é que um novo exército SAIDO DO MUNDO, COM SEUS DEFEITOS, PECADOS E PROBLEMAS, que agora pela graça de Deus está passando por um processo de transformação. Sendo assim, saiba disto: Nessa sua luta contra o pecado sexual você não está sozinho. Embora são poucos os que admitem passar por problemas nessa área, A REALIDADE, é que 99% dos evangélicos por mais ungido que sejam se não segurar a onda voltam ao pecado do qual tanto prega e luta em contra. ISTO É UM FATO.
A idéia que se transmite nos púlpitos é que o crente não sofre tais problemas, mas a dura realidade é que do porteiro e faxineiro da igreja até o mais alto escalão do ministério, todos, sem excessão passaram ou passam por conflitos emocionais e sexuais – porém a mascará impede-nos de vê-los como homens e mulheres normais, que como muitos, eles também precisam de ajuda enquanto sofrem calados. Por que estou falando disto? Por que a acusação em sua mente sobre sua recaida se torna pior quando você pensa que é o único a falhar a Deus com este tipo de pecado, mas a verdade é que não há um sequer que não tenha sofrido uma recaida em um tempo ou em outro no que se trata de pecado, tentações ou vício sexual.
Seja esta recaida discreta e fraca para uns ou forte para outros, todos que lutaram desde a mocidade contra impulsos e vicios sexuais em um tempo ou em outro descobriram que não eram crentes super heróis. É Por isso dependemos da cruz...!
VOCÊ NÃO ESTA SOZINHO(a) NESTA LUTA. VOCÊ PODER ATÉ HAVER PERDIDO UMA LUTA MAS VOCÊ AINDA NÃO PERDEU A BATALHA... E AGORA É A SUA HORA DE RESSURGIR E LEVANTAR-SE DAS CINZAS POIS A OBRA QUE DEUS COMEÇOU EM TI ELE É FIEL PARA TERMINAR...
Veja o que diz a palavra: “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;” Filipenses 1:6
Isso quer dizer amado(a) que você é uma obra em progresso... em constante progresso nas mãos de Deus. O Senhor ainda está trabalhando em nossas vidas e enquanto não descermos à sepultura o Senhor ainda estará moldando nosso caráter, nossas emoções e sentimentos e purificando nossos desejos segundo o poder de Seu Espírito que opera em nós – ressaltando que este processo de transformação ocorre nas vidas daqueles que realmente estão vivendo para Deus em busca de uma vida consagrada, mas que por ainda ser homem na carne falham a Deus.
Se você tem compromisso com Deus e tem evitado a vida de pecado, porém de tempo em tempo falha a Deus ou recai naquilo que disse que não faria mais, levante sua cabeça pois de acordo com Filipenses 1:6 Deus ainda está trabalhando em sua vida. O diabo é o acusador da igreja. Ele usa de nosso pecado para nos condenar na area onde falhamos ou somos fracos. Contudo aqui está o segredo se você tiver falhado a Deus em algo, seja qual for a área de seu pecado:
>> PRIMEIRO PASSO PARA LEVANTAR-SE DA CAIDA E CONDENAÇÃO ESPIRITUAL
** CREIA NA PALAVRA DE DEUS E NO QUE ELE LHE DIZ HOJE:
Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. 1 JOÃO 1:8 – 2:1
O primeiro passo a tomar é entender o sacrificio de Cristo por nossos pecados. O diabo toma proveito da fraca consciência cristã para sobrecarregá-los de uma culpa da qual muitas vezes não provém da convicção do Espirito Santo ao pecado, mas sim da própria mente que é incapaz de entender o que disse a palavra acima.
Amado(a), se você caiu ou falhou ao Senhor uma, duas, três ou inúmeras vezes, mas tem lutado para evitar ao máximo isto então você não esta abusando da graça de Deus. E se você não está abusando da graça de Deus, os versiculos citados acima são exatamente para você, na verdade para todos aqueles que creêm no poder da cruz.
Sei que você falhou... quantas vezes eu também falhei tentando e dizendo que não iria fazer mais. Contudo a diferença está em que eu não me deixo ser condenado pelo diabo, e você tampouco deveria aceitar isto. Pois de acordo com a palavra acima Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. Eu creio nesta palavra... se ele é fiel e justo para perdoar quando nós confessamos nossos pecados então quem é o inimigo para nos acusar...
Os pecados mais difíceis de serem abandonados são os pecados sexuais. A masturbação por exemplo é algo vivido e experimentado por muitos jovens na adolescência e muitos desse problemas se extendem-se à vida adulta de casados. A pornografia e o sexo virtual também, o sexo antes do casamento e outros... enfim é uma luta constante para o crente conter os desejos e impulsos sexuais. E Deus ja sabendo desta luta proveu na cruz o sacrificio de Jesus, que PELA GRAÇA nos perdoa e restaura naquilo que não conseguimos manter em nossa propria força.
Sendo assim somente se qualifica para falar do teu problema alguém que ja tenha passado a mesma luta. Não aceite ninguém que não tenha passado pela mesma luta chegar para te deixar sentindo-se mais inferior por haver falhado a Deus, e muito menos permita ao diabo usar sua mente para te acusar daquilo que Deus ja lhe perdoou.
Falhamos sim!!! Podemos haver perdido uma luta.. mas a batalha ainda será vencida... é dessa forma que se deve pensar e agir pois fiel é Deus para perdoar todo pecado que confessamos. E la em 1 João 2:1 expressamente fala Que Jesus é nosso advogado quando falhamos.. Ele intercede por nós e lembra a Deus pai que Ele ja pagou o preço por nossas vidas... e imediatamente o sangue de Jesus mais uma vez entra em ação nos limpando de tais pecados e nossas vidas mais uma vez estão retas diante de Deus, pelo poder do sangue e da graça depositada na Cruz. SE VOCÊ JÁ CONFESSOU SEU PECADO ENTÃO AGORA CREIA NO PERDÃO...
Tem gente que acredita em tudo, porém quando se trata de crer que Deus as perdoou elas tem um grande problema de aceitar isto e continuam a crer que necessitam confessar o mesmo pecado todo dia. NÃO AMADOS(AS) , SE VOCÊ CONFESSOU, CREIA NO PERDÃO, LEVANTE SUA CABEÇA E PASSE ADIANTE, VOCÊ, DIANTE DE DEUS JA SE ENCONTRA RESTAURADO PELO PODER DA CRUZ.
OS SEUS PECADOS E CAÍDAS (que deveriam ser chamado de fraquezas) NÃO TOMARAM A DEUS DE SURPRESA, POR ISSO ELE DE ANTE-MÃO JÁ HAVIA DERRAMADO O SANGUE DE SEU FILHO NA CRUZ... LÁ NA CRUZ, DEUS VIA NO FUTURO, HOJE... SUA VIDA, QUE NECESSITARIA DAQUELE SANGUE DERRAMADO PARA LHE RECONCILIAR COM ELE. TODOS OS TEUS PECADOS.. PASSADO, PRESENTE E FUTURO SÃO VISTOS ATRAVÉS DA CRUZ , DO SACRIFICIO DE CRISTO.
Não importa quantas vezes você caiu com a masturbação, pornografia, sexo virtual, e outros tipos de pecados sexuais e não-sexuais... AINDA HÁ PERDÃO E GRAÇA PARA TE RESTAURAR...
CONFESSAR A DEUS OU AOS HOMENS?!?
Segundo a palavra que lemos você deve confessar seus pecados a Deus e não a homens... So Deus pode perdoar os pecados. Há umas igrejas por ai que pegam um versiculo isolado de Tiago 5:16 onde diz para confessarmos nossos pecados uns aos outros e faz dele uma doutrina dizendo à congregação que eles devem confessar seus pecados ao pastor ou ao concilio. Mas deixa eu te esclarecer este versiculo:
Quando Tiago 5:16 diz para confessarmos nossos pecados ou faltas uns aos outros a intenção de Deus é que quando nos abrimos com alguém sobre algo que passamos, compartiremos nosso peso com tal pessoa e esta poderá nos ajudar em oração. Sendo assim você comparte seu problema com alguém ou com o pastor local se desejar –NÃO É UM MANDAMENTO- e melhor lhe digo, tem coisa que você não deveria contar ao homem, somente a Deus, pois além deles não poderem lhe perdoar são poucos os esclarecidos em temas sexuais para lhe dar uma boa ajuda biblica sem lhe condenar.
CONCLUSÃO...
Não importa se você falhou ou errou de novo... uma e outra vez... o importante é que você não se entregou ao pecado. O problema não é cair.. o problema é ficar caido. Você e eu somos guerreiros.. que embora falhamos não largamos a Jesus pois entendemos que Ele ainda está trabalhando em nós. E não deixe de fazer as coisas para a igreja ou ministério devido a auto-condenação.. peça perdão, creia no perdão, levante sua cabeça e creia que pela graça você esta limpo diante de Deus. A verdade é que mesmo quando ainda estávamos mortos em nossos pecados, Deus por meio da graça em Cristo nos ressuscitou de entre os mortos para viver com Ele em Cristo Jesus. Dependa de Cristo e não de suas forças e Ele em seu tempo limpará toda mancha de pecado em sua vida. Um passo a cada dia, seja paciente contigo mesmo pois Deus não tem pressa... Leia e medite em Efésios capitulo 1 e 2.
Pr. Wanderson da Silva - ASSEMBLEIA DE DEUS MADUREIRA / GALERIA DE LA FE INTER-DENOMINACIONAL.