domingo, 13 de dezembro de 2009

A crucial necessidade do arrempedimento.


"Se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis" (Lucas 13.3).


À primeira vista, este versículo parece rude e severo. Posso imaginar alguns dizendo: "Isto é o evangelho? Estas são as boas notícias? São as boas novas sobre as quais falam os pastores? É um discurso árduo, quem o pode suportar?" (cf. Jo 6.60).
No entanto, de quem eram os lábios que proferiram estas palavras? Elas vieram dos lábios dAquele que nos ama com um amor que excede todo entendimento, o próprio Jesus Cristo, o Filho de Deus. Foram ditas por Aquele que nos amou tanto, que deixou o céu, desceu à terra, viveu de modo pobre e humilde durante 33 anos, por nossa causa; foi à cruz, morreu e foi sepultado por nossos pecados. As palavras que vieram de lábios como esses têm de ser, com certeza, palavras de amor.

Afinal de contas, há maior prova de amor do que avisar um amigo quanto ao perigo vindouro? O pai que vê seu filho caminhando em direção à beira de um precipício e, quando o vê, grita fortemente: "Pare, pare!", não é um pai que ama o filho? A mãe carinhosa que vê sua criança a ponto de ingerir algo venenoso e clama intensamente: "Pare, pare! Largue isso!", não é uma mãe que ama o filho? É a indiferença que deixa as pessoas sozinhas e permite que continuem seguindo o seu caminho. O amor, amor compassivo, adverte e ergue o clamor de alerta. O grito de "Fogo! Fogo!", à meia-noite, pode, às vezes, arrancar uma pessoa de seu sono - de modo rude, desagradável, severo. Mas, quem reclamaria se tal grito fosse o meio de salvar a vida daquela pessoa? As palavras "se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis" podem, à primeira vista, parecer severas e rudes. Contudo, são palavras de amor e podem ser o meio de livrar do inferno almas preciosas.
Consideremos agora a necessidade de arrependimento. Por que o arrependimento é necessário? O versículo citado no início deste artigo mostra claramente a necessidade de arrependimento. As palavras de nosso Senhor Jesus Cristo são claras, enfáticas e distintas: "Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis". Todos, todos, sem exceção, necessitam de arrependimento para com Deus. O arrependimento não é necessário somente para bêbados, ladrões, assassinos, adúlteros, fornicadores e encarcerados. Não. Todos os nascidos da descendência de Adão - todos, sem exceção - precisam de arrependimento para com Deus. A rainha no trono, o pobre que trabalha em seu ofício, o rico em sua sala de visitas, a empregada na cozinha, o professor de ciências na universidade, o jovem pobre e ignorante que trabalha no arado - todos precisam, por natureza, de arrependimento. Todos são nascidos em pecado; todos necessitam arrepender-se e converter-se, se desejam ser salvos. Todos precisam ter seu coração mudado quanto ao pecado. Todos têm de se arrepender e crer no evangelho. "Se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus" (Mt 18.3). "Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis."
O que torna necessário o arrependimento? Por que Deus usa uma linguagem tremendamente forte a respeito desta necessidade? Por que o arrependimento é necessário?

(a) Primeiramente, sem arrependimento não há perdão dos pecados. Ao dizer isso, tenho de guardar-me de mal-entendido. Peço-lhe enfaticamente que não me entenda erroneamente: lágrimas de arrependimento não removem pecados. Dizer que elas o fazem é teologia errada. Remover pecados é uma competência e uma obra exclusiva do sangue de Cristo. A contrição não produz qualquer expiação de pecado. Dizer que ela o faz é teologia pervertida. Nossa melhor contrição tem defeitos suficientes para nos lançar no inferno. "Somos reputados justos diante de Deus somente por causa de nosso Senhor Jesus Cristo, pela fé, e não por nossas obras ou merecimentos",1 não por nosso arrependimento, santidade, caridade aos pobres ou qualquer coisa desse tipo. Tudo isso é verdade. Contudo, não é menos verdade que a pessoa justificada sempre se arrepende e que um pecador perdoado sempre será uma pessoa que lamenta e abomina seus pecados.
Em Cristo, Deus está disposto a receber homens rebeldes e dar-lhes paz, se vierem a Ele, em nome de Cristo, não importando quão ímpios tenham sido. Contudo, Deus exige, com justiça, que o rebelde deponha suas armas. O Senhor Jesus Cristo está disposto a ter compaixão, perdoar, dar alívio, purificar, lavar, santificar e preparar para o céu. Todavia, Ele deseja ver o homem odiando os pecados para os quais deseja obter perdão. Se quiserem, alguns homens podem chamar isso de "legalidade". Se lhes agrada, que o chamem de "servidão". Eu fico ao lado das Escrituras. O testemunho da Palavra de Deus é claro, inconfundível. Pessoas justificadas sempre são pessoas penitentes. Sem arrependimento, não há perdão de pecados.

b) Em segundo, sem arrependimento não há felicidade nesta vida. Existem coisas como exultação, entusiasmo, sorrisos e contentamento, enquanto as pessoas desfrutam de boa saúde e têm dinheiro no bolso. Mas essas coisas não são a felicidade inabalável. Há uma consciência em todos os homens; e essa consciência tem de ser satisfeita. Portanto, enquanto a consciência sente que ainda não houve arrependimento do pecado e que este não foi perdoado, ela não terá quietude e não permitirá que a pessoa fique tranqüila em seu íntimo...

c) Em terceiro, sem arrependimento não pode haver adequação para o céu, no mundo por vir. O céu é um lugar preparado, e aqueles que vão ao céu têm de ser um povo preparado. Nosso coração tem de estar em harmonia com as disposições do céu, pois, do contrário, o céu nos será um lugar infeliz. Nossa mente tem de estar em harmonia com a mente dos habitantes do céu, pois, do contrário, a comunhão das pessoas do céu nos seria intolerável... O que você faria no céu, se chegasse lá com um coração que ama o pecado? Com qual dos santos você conversaria? Ao lado de quem se assentaria? Com certeza, os anjos de Deus não entoariam música agradável ao coração daquele que não pode suportar os santos na terra e nunca louva o Cordeiro por seu amor redentor! Com certeza, a companhia dos patriarcas, dos apóstolos e dos profetas não seria satisfação para nenhum homem que agora não lê a sua Bíblia e não se interessa em saber o que os apóstolos e os profetas escreveram. Oh! não! Não! Não haveria felicidade no céu, se chegássemos ali com um coração impenitente...

Rogo-lhe, pelas misericórdias de Deus, que guarde no coração as coisas que acabei de dizer e pondere-as bem. Você vive em um mundo de engano, imposição e decepção. Não permita que ninguém o engane quanto à necessidade de arrependimento. Oh! que a igreja professa veja, saiba e sinta (mais do que o faz) a necessidade, a absoluta necessidade do verdadeiro arrependimento para com Deus! Há muitas coisas que não são necessárias. Riquezas e saúde são desnecessárias. Roupas finas não são necessárias. Amigos nobres não são indispensáveis. O favor do mundo é desnecessário. Muitos chegaram ao céu sem essas coisas. Talentos e erudição são dispensáveis. Milhões chegaram ao céu sem essas coisas. Milhares e milhares estão indo ao céu sem elas. Contudo, ninguém chegará ao céu sem o "arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo" (At 20.21).

Não permita que ninguém o convença de que um sistema de doutrina em que o arrependimento para com Deus não tem lugar de grande proeminência merece ser chamado de evangelho. Não há evangelho, se o arrependimento não é um dos principais elementos. Tal evangelho é do homem, e não de Deus. Procede da terra, mas não do céu. Não é evangelho de maneira alguma. É antinomianismo e nada mais. Enquanto você estiver apegado e preso aos seus pecados, você terá os seus pecados, embora fale o quanto quiser sobre o evangelho. Os seus pecados ainda não estão perdoados. Você pode chamar isso de legalismo, se quiser. Pode dizer, se quiser: "Espero que tudo saia bem no final. Deus é misericordioso, Deus é amor, e Cristo morreu. Espero que irei ao céu no final". Não, eu lhe digo. Tudo não sairá bem. Você está errado diante de Deus... Está menosprezando o sangue da expiação. Ainda não tem parte ou herança em Cristo. Enquanto você não se arrepender de seus pecados, o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo não é evangelho para sua alma. Cristo é um Salvador do pecado, e não um Salvador paro o homem nopecado. Se um homem quer continuar em seus pecados, chegará o dia em que o misericordioso Salvador lhe dirá: "Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos" (Mt 25.41).

Não permita que ninguém o engane, levando-o a supor que pode ser feliz neste mundo, sem arrepender-se. Oh! não!... Quanto mais você viver sem arrepender-se, tanto mais infeliz será o seu coração. Quando a velhice lhe sobrevier, e os cabelos grisalhos lhe encherem a cabeça; quando você for incapaz de ir aonde costumava ir e satisfazer-se no que outrora lhe dava prazer, a sua infelicidade e miséria irromperão como um homem armado... Escreva isto nas tábuas de seu coração: sem arrependimento, não há paz!

Espero ver muitas maravilhas no último dia! Desejo ver à direita do Senhor Jesus Cristo alguns daqueles que antes eu temia vê-los à sua esquerda. Verei à sua esquerda alguns do que eu supunha serem bons cristãos e esperava vê-los à direita. Todavia, há algo que, com certeza, não verei: à sua direita não verei nenhum homem que não se arrependeu.

Extraído de "Arrependimento", no livro Old Paths, reimpresso em inglês por Banner of Truth.

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1. Trinta e Nova Artigos da Religião. Artigo XI, "A Justificação do Homem".

Fonte: Ed. Fiel


Um Gezuis estranhamente familiar - por Hermes Fernandes


Nasceu no Palácio de Herodes em Jerusalém, centro do poder judaico. Veio para o que era seu, e os seus o receberam, e com muitas pompas!

Aos doze anos já discutia novas rotas comerciais e estratégias de conquista com os conselheiros reais.
Seu primeiro milagre aconteceu num pomposo casamento na realeza. Transformou a água em suco de caju, não por haver faltado bebida na festa, mas apenas para dar uma gorjeta do seu poder. Poderia tê-la transformada em vinho, vodka, ou até whisky, se quisesse. Mas preferiu não escandalizar a ala mais conservadora e fundamentalista dos religiosos.
Aos 30 anos, foi batizado na piscina da cobertura do palácio, por um dos profetas badalados da época. Enquanto descia às águas, viu-se uma águia, símbolo de conquista, sobrevoar sua cabeça, e uma voz que bradou de algum lugar: Este é o cara! Vai e arrasa!
Saiu dali e foi para uma região praiana, tirar quarenta dias de férias antecipadas. Não precisou ser tentado em nada, pois nunca se negou bem algum. Transformou pedras em pizza, só pra se divertir. E ainda fez malabarismo no pináculo do templo, pra tirar uma onda com os sacerdotes. No final das férias, subiu um monte bem alto, avistou os reinos deste mundo e disse pra si mesmo: Tudo isso me darei!

Quando aproximado por algum gentio, do tipo daquele centurião que tinha um servo enfermo, dizia-lhe: Dá um tempo! Não vim pra vocês, seus impuros, idólatras e ignorantes. E mais: Nunca vi tanta petulância! Onde já se viu? Pedir por um serviçal! Além de gentio, é burro!
Ao deparar-se com um cobrador de impostos desonesto, que subira numa árvore só pra lhe ver, Gezuis lhe disse: Como é que é, meu irmão! Vamos ou não vamos dividir esta grana? Desce logo, que tô com pressa! Hoje convém me hospedar no melhor hotel da região.
Ao ser tocado por uma mulher hemorrágica, esbravejou: Tira essa louca daqui! Não sabe que a Lei proíbe qualquer aproximação de uma pessoa em seu estado? Imunda!
Por onde passava, seus discípulos estendiam um cordão de isolamento, para que leprosos, morféticos, cegos, endemoninhados, e todo tipo de gente asquerosa não ousassem se aproximar do Rei da cocada preta.
Diferente era o trato que dispensava aos fariseus e religiosos da época.
Venham a mim, todos os que querem alguma vantagem da religião. Vocês serão cabeça e não cauda. Comerão o melhor da terra! Unam-se a mim, e eu lhes farei milionários. Aprendam comigo, que sou malandro e esperto de coração. Espertos são os que riem da desgraça alheia. Espertos são os que gostam de ver o circo pegar fogo. Espertos são os que têm fome e sede de sucesso. Eu saciarei seu ego!
Quando procurado por um jovem rico, disse-lhe, sem o menor pudor: Quer sociedade? Vamos rachar esta grana? Vai ter um lugar especial no meu reino, garoto...
E quando entrou em Jerusalém montado naquele exuberante corcel branco 0 km? Foi tremendo! Não tinha pra ninguém!
- Cruz? Que cruz? Tá doido? Cruz é pra gente como Jesus, aquele nazareno nascido numa manjedoura. Eu vim pra ter vida, e vida com abundância. Quem quiser vir após mim, passa tudo o que tem pra minha conta, e me siga. Ou tudo ou nada! Ou dá ou desce!
Revolucionário? Que nada! Graças a um conchavo político feito às escuras com o Império Romano, Gezuis garantiu para si a sucessão de Herodes, e viveu muitos e muitos anos.
Ao morrer, farto de dias, Gezuis confiou seu legado a um grupo de discípulos seletos, que juraram que sua mensagem jamais seria esquecida, e que ao longo dos séculos, sempre haveria quem a promovesse em sua própria geração. Partiu ordenando que cada um dos seus discípulos lhe beijasse os pés, em sinal de submissão. E que aprendessem a se servir uns dos outros, e ainda se servir dos poderes constituídos, sem jamais criticá-los ou censurá-los.

Promessa feita, promessa cumprida.

Basta ligar a TV, o rádio, ou mesmo acessar a internet, para se dar conta de quantos discípulos de Gezuis ainda dão eco à sua voz.

Fonte: Hermes Fernandes

domingo, 22 de novembro de 2009

Meditação – entenda como somos formadas (Patty Viana)



Somos um ser trino, ou seja, espírito, alma e corpo. O espírito é a parte de nossa vida onde nos comunicamos com Deus, é aquele cantinho , que podemos chamar de coração; a alma, que é a mente, é onde estão concentrados todos os nossos sentimentos; alegria, tristeza, emoção, paixão…, onde Deus deu o sopro de vida como diz lá em Gênesis cap. 2 verso 7: “E formou Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhes nas narinas o fôlego de vida; e o homem tornou-se alma vivente”., e o corpo é essa “formosura”, que nós, mulherões, temos pra desfilar na passarela da vida.

E agora vem a pergunta: temos cuidado bem dessas áreas tão importante?

Se a resposta é “não”, pare e pense, não está na hora de começar a se preocupar com todo o seu ser?


Muitas têm uma alimentação regulada, feito exercícios físicos, está com a saúde nota 10, outras tem feito tudo isso e zelado pelos seus sentimentos, curtindo as emoções da vida com todo o entusiasmo, vivendo cada momento de maneira única. Já o lado espiritual vai ficando pra trás, e muitas só se lembram de Deus na hora do perrengue, oram, choram, clamam por socorro.

Este momento de meditação é especialmente para nos alertar de que Deus, o criador dos céus e da terra, que te formou com grande amor, merece a sua atenção. Então vai a dica: aconteça o que acontecer, na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, seja grata a Deus como diz em: I Tessalonicenses cap. 5 verso 18 “Em tudo daí graças; porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” , ofereça a Ele o seu coração como prova de gratidão por tudo que tem permitido e proporcionado em sua vida. A partir dessa atitude de entrega você vai ver como muitas coisas vão mudar, se você está bem, satisfeita, realizada, vai ficar ainda mais, já você que está triste, desiludida, decepcionada, Deus vai lhe dar paz, alegria, razão pra viver essa vida tão linda que Ele tem pra você.

Por isso, o melhor em cada despertar é a sintonia com Deus, através da boa e velha oração. Orar é colocar nos em posição de humildade perante ao Criador, seja qual for a sua crença, e dizer mesmo sem palavras: eu reservei esse tempo para o Senhor, porque acho importante ter Deus na minha vida, estou agradecendo até o que eu não vi, mas sei que recebi, pois muitos não chegaram em casa a noite passada, muitos não verão esse dia, outros tantos estão desabrigados, doentes, incomunicáveis, sofrendo dores terríveis, com medo até da própria sombra, mas você ora porque confia, porque se entrega para Deus, Ele toma a sua vida e zela por ela, cuida com carinho, porque muitos são os que dizem acreditar Nele, mas poucos os que realmente se entregam, se dedicam, ou, pelo menos se lembram de pelo menos por alguns minutos diariamente, falar com Ele. Termine a sua oração, sempre, em nome de Jesus, pois é ele o mediador entre Deus e nós. “Disse Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” João cap. 14 verso 6.

Patty Viana é educadora cristã, estudante de Teologia e leitora do BLOG MULHERÃO. 
Todo o texto acima foi retirado do Blog Mulherão, o mesmo, não sofreu nenhuma alteração.



sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O Filho Pródigo

Lucas 15, 11-32

Um homem tinha dois filhos.
O mais jovem disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. Poucos dias depois, ajuntando todos os seus haveres, o filho mais jovem partiu para uma região longínqua e ali dissipou sua herança numa vida devassa. E gastou tudo. Sobreveio àquela região uma grande fome e ele começou a passar privações.
Foi, então, empregar-se com um dos homens daquela região, que o mandou para seus campos cuidar dos porcos. Ele queria matar a fome com as bolotas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava.
E caindo em si, disse: ‘Quantos empregados de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome! Vou-me embora, procurar o meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como um dos teus empregados’.
Partiu, então, e foi ao encontro de seu pai. Ele estava ainda ao longe, quando seu pai viu-o, encheu-se de compaixão, correu e lançou-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos. O filho, então, disse-lhe: ‘Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho’.
Mas o pai disse aos seus servos: ‘Ide depressa, trazei a melhor túnica e revesti-o com ela, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o novilho cevado e matai-o; comamos e festejemos, pois este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi reencontrado!’ E começaram a festejar.
Seu filho mais velho estava no campo. Quando voltava, já perto de casa ouviu músicas e danças. Chamando um servo, perguntou-lhe o que estava acontecendo. Este lhe disse: ‘É teu irmão que voltou e teu pai matou o novilho cevado, porque o recuperou com saúde’. Então ele ficou com muita raiva e não queria entrar. Seu pai saiu para suplicar-lhe.
Ele, porém, respondeu a seu pai: ‘Há tantos anos que te sirvo, e jamais transgredi um só dos teus mandamentos, e nunca me deste um cabrito para festejar com meus amigos. Contudo, veio esse teu filho que devorou teus bens com prostitutas, e para ele matas o novilho cevado!’
Mas o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas era preciso que festejássemos e nos alegrássemos, pois esse teu irmão estava morto e tornou a viver; ele estava perdido e foi reencontrado!

 

PASSO A PASSO

  • A parábola

    Esta é uma das mais importantes e abrangentes parábola do Novo Testamento. Apresenta-se uma versão da expulsão de Adão do Paraíso, vista pelos olhos de um evangelista — Lucas — não comprometido com a cultura judaica e com o Deus Terrível de Moisés. Uma adaptação da passagem de Adão à nova aliança de Jesus com um Deus Pai, Bom e Compreensivo, que compreende o caminho evolutivo tomado por seu Filho, e que o espera e recebe-o de volta de braços abertos! Este é bem um ensinamento de Jesus! Só poderia ter sido transcrito por Lucas, por isso que esta parábola é exclusiva deste Evangelho, não havendo referencia a ela em nenhum dos outros. Tal fato vem corroborar a atual interpretação, que passaremos agora a analisar passo a passo.
    Trata-se da representação do processo evolutivo pelo qual nós estamos passando neste eon. Mostra a passagem do Ser de um reino a outro reino, de um reino do tipo sub-hominal para o reino hominal. Esta passagem é caracterizada pelo processo evolutivo, no qual o Ser passa de um estado de harmonia com o Todo, no qual não tem consciência disto, para um estado no qual estará em harmonia com este mesmo Todo, porém conscientemente.

  • A casa do Pai

    A parábola começa mostrando que na Casa do Pai, a mônada espiritual vivia em harmonia, sem necessidade de prover sua subsistência da mesma forma que Adão no Paraíso! Aqui a mônada é o filho de um Pai que lhe é semelhante. Somos emanações da Divindade. O Filho na casa do Pai é semelhante a esse pai e guarda em si as potencialidades Dele. A tendência evolutiva normal do filho é crescer e se identificar com este Pai.

  • O despertar

    Um dia, em um dos filhos (não em todos), desperta o desejo do conhecimento; de tornar-se consciente de sua situação, de suas necessidades, de sua evolução, de conhecer da árvore do Bem e do Mal! Este pede ao Pai a sua Vida, para que, usando-a, adquira essa consciência.

  • Pedindo a Vida

    As traduções da Vulgata interpretam este pedido como "herança", dando uma conotação material no pedido do filho. No texto original grego, do evangelho de Lucas, o que o filho pede ao pai é ousia (do verbo ienai que significa "ser"), parte do ser. Logo adiante, quando o pai divide os bens, a palavra é taxativa: bios o que o filho pede verdadeiramente ao pai é a Vida! Ou, numa interpretação mais atual, o Self.

  • Consessão

    O Pai concede sua parte da Vida, para que faça dela o que em sua consciência lhe aprouver. Para que a use para o bem e para o mal, para a harmonia e para a desarmonia, para que pelo seu sofrimento, malbaratando sua vida, chegue um dia à conclusão de que a vontade da Casa do Pai é realmente a sua vontade. Para que possa um dia dizer "Eu e o Pai somo um"!

  • Identificação

    Assim o Filho parte da casa do pai para vivenciar este eon da sua evolução, que é essencialmente o período evolutivo pelo qual todos nós estamos passando. Neste eon a Humanidade caminha para conscientemente participar da Harmonia da Casa do Pai. Saindo de casa do Pai de posse da Vida (ou Self), penetra no mundo da satisfação dos sentidos. Afastando-se cada vez mais do Todo e identificando-se cada vez mais com seu ego, com a sua persona. Assim gasta toda a sua vida, vindo a passar privações — porque sobreveio uma grande fome. Situação inevitável neste caminho descendente.

  • A descida

    Estando já de posse da Persona, senhor da sua identidade e no máximo do seu egoísmo, ao invés de retornar à casa do Pai, busca encontrar o caminho por seus próprios meios, tornando-se empregado dos homens da região do mundo, os quais, por sua vez, o designam para cuidar de porcos imundos.

  • Tomada de consciência

    Nesta situação de máxima degradação, busca "encher seu estômago" (esta é a expressão da parábola) com as vagens que eram dadas aos porcos. Essa associação com estes homens nem mesmo enchia sua barriga. Não busca aplacar a fome, mas encher o estômago, como alguém que ainda está identificando a si mesmo como o seu ser material. Esta é a degradação final do Ser que desceu ao fundo do poço de identificação com a matéria. Associa-se a Lúcifer (porta luz), que é o homem dessa região. Este pode ser identificado com nossa fase de materialismo, de excessiva auto-confiança, de crença cega na ciência e na tecnologia. Que tem tentado encher a barriga do homem sem jamais aplacar a sua fome.
    Neste momento, "voltou-se para dentro de si" (a citação é literalmente esta) e disse: "quantos empregados de meu Pai têm pão com fartura, e eu aqui passando fome! Vou embora procurar meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como um dos teu empregados". Este é o grande momento da parábola, onde o Filho Pródigo compreende que o caminho para a sua felicidade está dentro de si. Que é por dentro de si que vai poder retornar à paz e à harmonia da Casa do Pai.

  • O verdadeiro despertar

    É o despertar, após um atroz sofrimento. Este verdadeiro despertar vem aqui acompanhado de um sentimento puro, de dentro do coração, que pede perdão, que sabe que pecou contra o céu e contra o pai, e que humildemente não se julga mais digno de ser o filho, mas um empregado. Não tem nada mais a ver com qualquer busca de satisfação ou de realizações mundanas.

  • O retorno

    "Partiu ao encontro do Pai!" "Ainda estava longe, quando o Pai o viu, encheu-se de compaixão, correu e lançou-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos". O pai o identifica à volta desde o momento inicial, mas o Filho Pródigo não está visível desde o inicio da jornada de volta. O Pai o vê ainda que muito longe! Enche-se de compaixão, lança-se-lhe ao pescoço, transmitindo-lhe o poder do verbo pela ativação do plexo laríngeo, para que possa, a partir daí, ter o poder de construir pela palavra. Cobrindo-o de beijos, devolve-lhe a Vida que lhe faltava, por compaixão!

  • A recepção

    O pai diz aos servos: ide depressa, trazei a melhor túnica e vesti-o com ela; ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. O pai então manda que a natureza (seus servos) o vistam com a melhor túnica, para que tenha a melhor vestimenta que este mundo lhe pode dar. Que lhe coloquem no dedo um anel, uma aliança que sele o matrimônio (que se formou na aventura) do Ego com o Eu maior. Sandálias, para que seja elevado além das coisas deste mundo de onde veio. Que matem um novilho para festejar o seu retorno.

  • O filho mais velho

    O filho mais velho só identifica a festa de muito perto, mostrando como são pequenos seus recursos. Chamando um servo, este lhe conta o retorno do irmão e a festa do pai. É um servo do pai, a própria natureza, que honestamente lhe expõe no que ficou. "Não queria entrar e o pai saiu para suplicar-lhe". Mostrando que nunca fez distinção entre os filhos.
    — "Há tantos anos que te sirvo e jamais transgredi um só dos teus mandamentos, e nunca me deste um carneiro para festejar com meus amigos. Veio teu filho, que devorou teus bens com prostitutas e para ele matas o novilho cevado!" Pede um carneiro, não um novilho, e se justifica por ter cumprido a Justiça, na qual o filho mais velho não havia sequer entrado.
    O interessante deste diálogo é que o Filho mais velho não mais se identifica como irmão do Pródigo, e se refere a ele como "teu filho". Entende a diferença que se efetuou apenas como ligada ao desperdício dos bens com prostitutas, confundindo todo o processo de crescimento evolutivo com a simples sexualidade.

  • Exortação

    O pai termina a exortação ao filho dizendo: "Teu irmão estava perdido e foi achado, estava morto e viveu!". De novo o pai afirma "teu irmão", não negando a oportunidade de desenvolvimento àquele que ficou. Estava morto e viveu — descobriu a vida eterna, à qual tantas e tantas vezes Jesus se refere em seus sermões.

  • Somos filhos pródigos

    Podemos entender como somos filhos pródigos em variados estágios da caminhada, uns mais adiante, outros mais próximos, mesmo os que inocentemente não saíram da casa do Pai, todos irmanados.

 

 

PELA HUMILDADE, JESUS RECUSOU TRAMENTO ESPECIAL


Perguntou-lhe um certo príncipe, dizendo: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna? Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um, que é Deus. 
Muitas vezes quando alguém nos elogia, reconhecendo algum ato de bondade ou mesmo alguma habilidade que há em nós, isso nos completa, pois nos enche de alegria e satisfação pessoal. o ego transborda, e esquecemos que somos ínfimas criaturas, e toda honra e glória a Deus pertence.
Observe o exemplo de humildade, quando Jesus Cristo tendo sido exaltado por um homem, o qual lhe chamou de "bom mestre", Ele não acolheu esse tratamento, mesmo com todo poder no Céu e na terra, mas reverenciou-se ao Pai que está no céu, como único merecedor, digno, de toda honra e glória.
E aconteceu que, indo eles pelo caminho, lhe disse um: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que fores. E disse-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça (Lucas 9. 57 e 58). Jesus, nunca se preocupou com o bem estar aqui na terra, viveu de maneira  simples, não tinha um lugar para repouso, porque o seu reino não é deste mundo (João 18.36).
E no Evangelho de Mateus 20.27, 28,  declarou Jesus: Qualquer que, entre vós, quiser ser o primeiro, que seja vosso servo, bem como o Filho do Homem, não veio para ser servido, mas para servir e para dar a sua vida em resgate de muitos.
Ele nos dá o exemplo de bondade, simplicidade e humildade, sendo homem de dores, puro, integro, Santo, o mais justo entre os homens, na sua infinita humildade nos diz que não veio para ser servido, mas para servir.

O FILHO NÃO USURPOU SER IGUAL AO PAI   

E a carta aos Hebreus 5.6-9, descreve: Como também diz noutro lugar: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque, o qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia. Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu. E, sendo Ele consumado, veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem.

E a palavra do Senhor aos Filipenses 2.5-8, recomenda, que haja em nós, o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz. 

A carta aos Colossenses 3.12, 13, exorta: Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade, suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.

Em  I Pedro 2.18-25,  a palavra de Deus  alerta para que também sejamos humildes assim como humilde Jesus nos exemplificou em toda maneira de viver , e alerta: Vós, servos, sujeitai-vos com todo o temor ao senhor, não somente ao bom e humano, mas também ao mau; porque é coisa agradável que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente.

Porque que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus. Porque para isto sois chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas,o qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano,o qual, quando o injuriavam, não injuriava e, quando padecia, não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente.

Levando  Ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados. Porque éreis como ovelhas desgarradas; mas, agora, tendes voltado ao Pastor e Bispo da vossa alma.

domingo, 8 de novembro de 2009

Levai as cargas uns dos outros

WMP_by_Siristhius

  - Escute a pregação do Pr. Mauro Clarck

Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo.
Gálatas 6.2
Logo vemos que faz parte da vida levar cargas. (gr. barh  baros = algo pesado, carga).
Não preciso gastar tempo provando isso. Cada conhece POR SÍ essa dura realidade.
Ou alguém aqui não leva carga alguma?
No mundo, esse fato soa apenas como mais uma imposição da vida e nada mais.
O homem natural dá de ombros e diz pois é, cada um tem seus problemas, fazer o que?
E simplesmente SE ACOSTUMA em ver o outro sofrendo sem fazer nada.

O pior é que muitos vão além: procuram TIRAR de sobre si as cargas que puderem e colocar sobre os ombros dos outros.
Ou de maneira desonesta, fugindo de alguma responsabilidade, ou por abuso.
No trabalho, o astuto joga o seu trabalho para o colega tímido, que nunca diz não.
Mas nós crentes não somos do mundo e não podemos reagir como eles, jogando carga sobre os outros e nem mesmo simplesmente dando de ombros.
A orientação que temos é bem diferente: levai as cargas uns dos outros.
E o que seria exatamente essa carga que devemos uns levar dos outros?
Se houver relação com o versículo anterior (Gl 6.1), refere-se a alguma consequência de uma falta, um pecado, um tropeço espiritual do outro.
Jesus falou do sentimento terrível de culpa e amargura que pesa sobre o coração, depois de pecarmos. – Lc 21.34
Como podemos carregar esse tipo de carga para o irmão? Animando-o a confessar e depois lembrando que está perdoado, apoiando-o.
Paulo fez isso com o irmão que pecou (talvez afronta à autoridade apostólica): 2Co 2.5-8
Mas, como vimos, a palavra no grego é geral e cabe muitos tipos de carga, de peso.
Algumas sugestões de como podemos levar as cargas dos outros:
* Rm 12.15: chorando com os que choram, consolando-os, dando ombro amigo
* 1Ts 5.14: exortando os insubmissos (como Paulo fez com Pedro – G 2.11)
* 1Ts 5.14: animando os desanimados
* Fp 4.14-16: ajudando financeiramente
* At 18.24-26: ensinando quando necessário
* Mt 8.14: aliviando as enfermidades
* Ap 2.24-25: ajudando a obedecer as ordens de Jesus, que Ele mesmo chamou de carga!
Não uma carga indesejável, ou impossível de levar, ou que maltrata.
Ao contrário: a carga de Cristo é leve de suportar: Mt 11.28-30; 1Jo 5.3
Mas não deixa de ser carga, por causa da nossa carne que tende a desobedecer.
Portanto, temos de lutar e toda luta é um peso.
Fique sempre alerta para ajudar um irmão a obedecer a Cristo.
- O menino de 8 anos que incentiva o irmão de 5 a orar na hora de dormir, age assim.
- O irmão que incentiva o outro a dar o dízimo, está agindo assim.
Duas observações:
1) Alguns crentes não permitem que irmãos levem a sua carga. Aliás, nem admitem que estão carregando peso. Isso parece bonito. Mas não é. Pode ser orgulho.
Do jeito que faz parte da vida cristã levar a carga do outro, também faz parte deixar levar!
2) Para que possamos levar as cargas dos outros, temos de ter INTERESSE por eles.
Às vezes nosso interesse é tão “grande” que perguntamos “como vai” e antes do irmão abrir a boca, já dispensamos a resposta: “tudo jóia, né?”.
As formigas alteram a rota quando vêem uma morta ou em situação diferente.
Sua rotina se altera quando vê um irmão precisando de ajuda?
Termino lembrando duas coisas:
1) Quem ajuda a levar as cargas dos outros, cumpre a lei de Cristo, ou seja, é extremamente importante para Ele que façamos assim.
2) Ele não espera isso de nós, mas fez assim para conosco: Is 53.4; Rm 15.1-3
Que Deus nos ajude a sermos peritos em levar as cargas uns dos outros.
Amém

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

josé saramago (tudo minusculo mesmo) diz que a Bíblia é manual de maus costumes

saramago o polêmico escritor e dramaturgo português, josé saramago, afirmou neste domingo, em Penafiel, que “a Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana”.

Para josé saramago, “Deus só existe na nossa cabeça”.

“Sobre o livro sagrado, eu costumo dizer: lê a Bíblia e perde a fé!”, disse o escritor, numa entrevista concedida à Agência Lusa, a propósito do lançamento mundial do seu novo livro, intitulado “Caim”, que ocorre hoje na cidade portuguesa.

“A Bíblia passou mil anos, dezenas de gerações, a ser escrita, mas sempre sob a dominante de um Deus cruel, invejoso e insuportável. É uma loucura!”, afirma o Nobel da Literatura de 1998, para quem não existe nada de divino na Bíblia, nem no Corão. “O Corão, que foi escrito só em 30 anos, é a mesma coisa. Imaginar que o Corão e a Bíblia são de inspiração divina? Francamente! Como? Que canal de comunicação tinham Maomé ou os redatores da Bíblia com Deus, que lhes dizia ao ouvido o que deviam escrever? É absurdo.Nós somos manipulados e enganados desde que nascemos!” afirmou.

Saramago frisou que “as guerras de religião estão na História, sabemos que foram tragédias".


Eu não vou nem comentar nada sobre esse homem... fica subescrito apenas como escreverei o nome dele daqui pra frente!

sábado, 17 de outubro de 2009

O que aconteceria se um homem como Paulo chegasse a algumas "igrejas" da atualidade?

Primeiro veja uma parte do currículo de Paulo:

"...Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um; fui três vezes fustigado com varas; uma vez, apedrejado; em naufrágio, três vezes; uma noite e um dia passei na voragem do mar; em jornadas, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez." (2 Coríntios 11.24-27)



Sem sombra de dúvida, se Paulo chegasse com esse currículo a uma destas "igrejas" receberia as seguintes instruções:

- Olha Paulo, creio que você está com algum encosto. Você sente dor de cabeça de vez em quando?
- Paulo, creio que você precisa vir a nossa reunião de libertação, pegar os 7 elementos sagrados e trazer uma oferta para Deus "liberar" a sua libertação. É claro que, tudo isso, depois que você fizer o "Banho do descarrego". Depois disto a vitória é sua irmão!
- As segundas-feiras, você precisaria participar também do nosso Congresso Empresarial. Sua vida está andando para traz, isto é coisa do devorador, ele está destruindo suas finanças! Precisamos orar forte sobre isso. Deus não nos chamou para ser cauda, mas para ser cabeça.
- Ah, Paulo, se você puder vir hoje à noite, talvez possa conseguir pegar uma gota do suor "ungido" do nosso Bispo, aí as coisas se resolvem muito mais rápido para você!

Fico imaginando as respostas de Paulo as falas acima, mas prefiro não escreve-las.
Paulo não serviria para ser membro destas igrejas!

Paulo as rejeitaria e seria rejeitado por elas!
 
Fonte: Esboçando Ideias

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Em busca de um milagre - Conforme Naamã

II Reis 5

Naamã é um personagem bíblico importante não por causa de quem era (não era um israelita), nem por causa das coisas que realizou, mas estritamente por causa de uma grande obra da graça de Deus nele.


Ele era capitão de todos os exércitos da Síria. Os Sírios eram inimigos do povo de Israel, ainda como o são hoje, quase 2900 anos depois. Porém, Naamã era um bom líder e era muito popular com seu rei. Era honroso e seu rei teria feito tudo que pudesse para ajudá-lo, mas não podia ajudá-lo, pois Naamã tinha a incurável e fatal doença da lepra.

Quando uma jovem israelita, que Naamã havia capturado e dado a sua esposa como criada, ouviu isso, falou sobre o profeta Eliseu na cidade da Samaria. Assegurou-lhes que Eliseu poderia curá-lo de sua lepra. Então, Naamã agrupou seus criados, juntou uma grande quantia de riquezas (aproximadamente R$ 225.000) e partiu para Samaria para ver Eliseu.


Agora, Naamã estava orgulhoso e pensava muito grandemente de si mesmo. Esperava que Eliseu saísse para conhecê-lo e que faria uma grande coisa da sua curada; e então, Naamã lhe daria muito dinheiro e iria embora orgulhosamente. Eliseu sabia disso e desejava dar a glória a Deus, não a Naamã ou a si mesmo. Nota que a lepra é como o pecado e a cura dela é como o perdão. Assim, Eliseu não faria nada que exibisse o homem como se tinha feito algo para executar ou merecer essa cura. Apenas mandou seu criado Geazi dizer a Naamã para se banhar no Jordão, um rio sujo. Saberia, assim, que sua cura não vinha de si mesmo, nem da água ou de Eliseu, mas de Deus. Naamã ficou muito furioso por isso, mas, quando um de seus servos racionou com ele, obedeceu e foi curado.

Tentou, então, dar dinheiro a Eliseu. Eliseu recusou, mas Geazi pegou uma parte do dinheiro e a lepra de Naamã caiu sobre ele. Alguém pode se surpreender com tal julgamento severo, mas precisamos lembrar que Deus precavê-se zelosamente contra homens que comercializam coisas sagradas.

Agora que você já conhece a história de Naamã; vamos ver abaixo uma pregação com base em sua vida.



Não esqueça de postar seu comentário.